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Papa Francisco motiva movimentos a defender a Mãe Terra

por Setor de Comunicação MNCR publicado 10/07/2015 13h40, última modificação 10/07/2015 16h06
Colaboradores: Opera Mundi
Francisco criticou a cultura do descarte e a destruição do capitalismo

Após ouvir, por quase uma hora, depoimentos de grupos de excluídos (indígenas, catadores de materiais recicláveis, trabalhadores precários do mundo rural e das periferias das cidades), o Papa Francisco afirmou que eles “têm um papel essencial, não apenas exigindo e reclamando, mas fundamentalmente criando".

"Vós sois poetas sociais: criadores de trabalho, construtores de casas, produtores de alimentos, sobretudo para os descartados pelo mercado global", disse Francisco.

Com tema três Ts: “terra, teto e trabalho”, papa reconheceu “que as coisas não andam bem num mundo onde há tantos camponeses sem terra, tantas famílias sem teto, tantos trabalhadores sem direitos, tantas pessoas feridas na sua dignidade”.

Para o líder da Igreja Católica, o atual sistema global “que impôs a lógica do lucro a todo o custo, sem pensar na exclusão social nem na destruição da natureza (…) é insuportável: não o suportam os camponeses, não o suportam os trabalhadores, não o suportam as comunidades, não o suportam os povos.... E nem sequer o suporta a Terra, a irmã Mãe Terra, como dizia São Francisco”.

 “Quando o capital se converte em ídolo e dirige as opções dos seres humanos, quando a avidez pelo dinheiro tutela todo o sistema socioeconômico, arruína a sociedade, condena o homem, transforma-o em escravo, destrói a fraternidade inter-humana, coloca povo contra povo e, como vemos, até põe em risco esta nossa casa comum”, disse o sacerdote.

Francisco considerou ainda que atual sistema é uma “ditadura sutil” e chamou os mais pobres e excluídos à ação: “vós, os mais humildes, os explorados, os pobres e excluídos, podeis e fazeis muito. Atrevo-me a dizer que o futuro da humanidade está, em grande medida, nas vossas mãos, na vossa capacidade de vos organizar e promover alternativas criativas na busca diária dos ‘3 T’ (trabalho, teto, terra), e também na vossa participação como protagonistas nos grandes processos de mudança nacionais, regionais e mundiais. Não se acanhem!”.

Assim, o papa propôs aos movimentos sociais três tarefas:

• Colocar a economia a serviço dos povos: “Esta economia é não apenas desejável e necessária, mas também possível. Não é uma utopia, nem uma fantasia. É uma perspectiva extremamente realista. Podemos consegui-la”;

• Unir os nossos povos no caminho da paz e da justiça: nenhum poder efetivamente constituído tem direito de privar os países pobres do pleno exercício da sua soberania e, quando o fazem, vemos novas formas de colonialismo que afetam seriamente as possibilidades de paz e justiça;

• Defender a Mãe Terra: “a casa comum de todos nós está sendo saqueada, devastada, vexada impunemente. A covardia em defendê-la é um pecado grave. Vemos, com crescente decepção, sucederem-se uma após outra cúpulas internacionais sem qualquer resultado importante.

 

Leia a versão integral do discurso do Papa Francisco aos Movimentos Populares reunidos na Bolívia.

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