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Negros e negras são maioria entre os catadores de materiais recicláveis

por mncr — publicado 19/11/2013 21h25, última modificação 19/11/2013 21h32
População negra sofre com falta de oportunidade

Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que levantou dados do Censo 2010, mostra que 66,1% dos catadores de materiais recicláveis do Brasil se declararam negros ou pardos. Ou seja, duas em cada três pessoas que exercem essa atividade são negros ou negras. De acordo com o Censo Demográfico de 2010, considerando que o total de negras e negros representam 52,0% da população brasileira, pode-se notar que o percentual dessa parcela da população na atividade de catação é superior ao de negros na população brasileira total.

A pesquisa identificou quase 400 mil catadores que se declararam como tais nas entrevistas em domicílios de todo o Brasil. O número, apesar de parcial, pois considera apenas os catadores que se declaram como profissionais, reflete a desigualdade racial presente no país, onde a população branca tem mais oportunidades e os negros ocupam as vagas com menor renda e menos benefícios.

Parte da população de catadores não entra na estatísticas quando não possuem domicílio fixo ou moram de modo irregular ou precariamente. Os negros e negras são maioria também entre a população em situação de rua, segundo levantamento do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome.

Dados do IPEA também mostram que os negros e negras são os mais expostos a violência no Brasil, os negros têm oito porcento mais chances de ser vítima de um homicídio comparado a um branco ou branca.

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