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Mulheres catadoras na luta do 8 de março

por mncr — publicado 15/03/2008 13h00, última modificação 09/02/2012 11h16
Companheiras catadoras da região do Vale do Rio Pardo, no rio grande do sul, participaram do acampamento de mulheres camponesas e urbanas.
Mulheres catadoras na luta do 8 de março

acampamento de Mulhres do Campo e da Cidade, Snt Cruz do Rio Pardo

O encontro se iniciou no dia 05 de março em encruzilhada do sul. Cerca de 300 mulheres vindas de todas as regiões do Rio Grande, estiveram acampadas no Assentamento da Quinta (MST) para resgatar o sentido do 8 de março, como uma data de luta de todas as mulheres oprimidas de todo o mundo. Também, para analisar a realidade em que estão inseridas, trocar experiências de resistência e planejar ações que busquem a melhoria das situações de vida das mulheres da roça e da cidade. Um dos principais inimigos no campo hoje, em conseqüência de um plano neoliberal implementado pelos governos, é a monocultura de eucaliptos e outras árvores exóticas, que servem para gerar lucros para as grandes transnacionais da celulose, como é o caso da Aracruz Celulose, Stora Enzo e Votorantin. Estas grandes representantes do capitalismo mundial vêm expandindo seus ?negócios?, plantando mais e mais mato principalmente na metade sul do Estado, e com isso os camponeses que precisam da terra para dela alimentar o povo brasileiro com alimentos saudáveis , vão sendo expulsos. As águas secam, nada cresce em volta, é uma verdadeira desgraça. È um deserto de mato, um deserto verde. As conseqüências disso acabam chegando na mesa de todo o povo trabalhador. Com a falta de alimentos e o aumento dos preços. Portanto, as mulheres do MNCR apóiam e participam da luta das mulheres camponesas, que é uma luta de todos.

No dia 06 de março saímos em marcha até a fazenda da Bota, propriedade da Aracruz para denunciar o prejuízo a vida, pelos desertos verdes, durante 5 KM cantávamos a alegria e a dignidade de sermos mulheres lutadoras, aos que não sabiam, os explicávamos e aos que junto caminhavam, dávamos as mãos para erguer nossas bandeiras e vozes.Por isso honramos todas nossas companheiras,reprimidas, assassinadas, corajosas, que lado a lado, ombro a ombro mantém a luta viva nas ruas e em nossos corações.

VIVA A LUTA DAS MULHERES DA ROÇA E DA CIDADE !!!

FORTALECER A LUTA, ORGANIZAR A ESPERANÇA, EM DEFESA DA VIDA

TODOS OS DIAS !!!

 

Comitê Malvina Tavares - MNCR-RS

 

História de Malvina Tavares

Professora e poetisa. Pioneira do ensino laico no Brasil. Seu nome completo era Julia Malvina Hailliot Tavares. Natural de Encruzilhada do Sul, ali nasceu em 24 de novembro de 1866. Estudou em Porto Alegre, casou formada e foi lecionar na vila de Encruzilhada, em 1898, de onde se transferiu, um ano depois, para São Gabriel da Estrela, distrito de Lajeado, hoje Cruzeiro do Sul. Aí estabeleceu a sua escola e viveu a vida inteira. Ministrou aos seus alunos um tipo de educação laica e libertadora, espécie de escola moderna, nos moldes talhados por Francisco Ferrer. E o resultado desta didática revolucionária não se fez esperar muito: Nino Martins, Cecílio Vilar, Espertirina Martins e suas irmãs se tornaram líderes e dirigentes sindicais profundamente respeitados pela massa operária gaúcha.

Malvina Tavares formou toda uma geração de libertários, os quais não só lhe foram gratos como retransmitiram seus conhecimentos, ampliados, e lutaram por um ensino despido de dogmas e preconceitos. Faleceu em 16 de outubro de 1939. Há uma rua com o seu nome em Porto Alegre.

 

Comitê Malvina Tavares

Luta e solidariedade!!!


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