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Lixo não é combustível! Não queimem nosso futuro!

por Aliança Global contra a Incineração (GAIA) — publicado 08/11/2013 15h04, última modificação 08/11/2013 15h04
Colaboradores: tradução de Dan Moche
Manifesto da rede GAIA Internacional

As indústrias de incineração , cimento e plásticos promovem a tecnologia chamada incineração "waste -to -energy ", como uma alternativa "limpa" e "renovável" para os combustíveis fósseis convencionais - mas nada poderia estar mais longe da verdade ! Incineração - que é simplesmente o processo de queima de resíduos - é ainda mais suja do que qualquer outra queima de combustíveis fósseis e esbanja energia e recursos finitos.

A queima de resíduos para produção de energia é uma das mais intensas fontes de geração de carbono : pode dobrar as emissões de dióxido de carbono (CO2) por unidade de energia elétrica produzida em plantas de energia a carvão e outros combustíveis fósseis [1] Além disso, em muitos países , os incineradores necessitam combustível fóssil complementar para queimar a alta proporção de resíduos orgânicos , o que frustra qualquer argumento da eficiência energética em favor da incineração de resíduos . Em última análise, face aos enormes custos envolvidos, a energia produzida é insignificante.

A quantidade de resíduos que é queimada representa apenas a ponta de um grande iceberg de resíduos criados através da economia de materiais e do ciclo de vida dos produtos. A queima de recursos recicláveis ou reutilizáveis reforça a dinâmica das mudanças climáticas pela necessidade de extração de novos recursos da terra, que deverão ser processados em fábricas, transformados em mercadorias e distribuídos para todo o mundo, e, imediatamente após curta vida útil, perder-se em incineradores e aterros sanitários. Uma análise da agência ambiental americana EPA descobriu que o fornecimento de alimentos e objetos pode contribuir com 42% das emissões de gases de efeito estufa dos Estados Unidos[2 ]; o uso eficiente dos recursos e estratégias de Lixo Zero desempenham um papel fundamental na luta contra as alterações climáticas .

Além de contribuir intensamente para a mudança climática, mesmo os incineradores mais avançados tecnologicamente liberam milhares de poluentes que contaminam o nosso ar, solo e água. Poluentes como dioxinas e mercúrio entram e se concentram na cadeia alimentar.

Ao invés de queimar lixo, cidades ao redor do mundo estão trabalhando para construir e alcançar a meta do Lixo Zero[3]. Redução, reutilização, reciclagem e compostagem criam meios de subsistência, economizam dinheiro e protegem o meio ambiente e a saúde pública. Estes esforços caminham lado a lado com a produção limpa, responsabilidade estendida do produtor e programas de minimização de resíduos de materiais perigosos e de difícil reciclagem.  Juntas, essas estratégias práticas de ação local fornecem algumas das melhores soluções urbanas descentralizadas para reduzir a poluição climática e conservação de energia e recursos naturais.

 

[1][1] Hoog, D., A Changing Climate for Energy from Waste?, 2006.[2][2] US EPA, Opportunities to Reduce Greenhouse Gas Emissions through Materials and Land Management Practices, 2009.[3] [3] Paul Connett, The Zero Waste Solution, 2013; GAIA, On the Road to Zero Waste, 2012.

 

Neste mês de Ação Global contra a Energia Suja nós decidimos que:

1.       Incluiremos a incineração de lixo em nossos esforços de educação contra as energias sujas. A queima de resíduos é altamente poluente e gera quantidades insignificantes de energia.

2.       A incineração não deve receber qualquer subsídio governamental e nem constar de qualquer programa governamental de energia renovável (o BNDES tem essa linha). A incineração é energia suja,  e NÃO energia renovável, uma vez que depende da produção contínua de resíduos de recursos finitos.

3.       Nossos governos devem rejeitar todos os tipos de incineradores, incluindo os “incineradores disfarçados” como gaseificação , pirólise e tecnologias de arco de plasma e, no lugar destes, apoiar sistemas de Lixo Zero (Coletas seletivas de resíduos secos e orgânicos e posterior recuperação). Incineradores e aterros sanitários contribuem para as alterações climáticas e encorajam o excesso de consumo, eles não têm lugar em um futuro sustentável.

4.       Lixo Zero e economias locais flexíveis são o caminho do futuro. Programas Lixo Zero criam postos de trabalho, economizam dinheiro, e são essenciais para combater as mudanças climáticas, preservando recursos valiosos e energia.

Assine o Manifesto aqui

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