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Delegação do MNCR participa de Fórum Social Mundial na Tunísia

por mncr — publicado 25/03/2015 11h12, última modificação 25/03/2015 11h12
Colaboradores: Com informações de Simone Feire do Jornal Brasil de Fato
Evento debate desigualdade no mundo capitalista e alternativas para os povos
Delegação do MNCR participa de Fórum Social Mundial na Tunísia

Marcha dos Povos na Tunísia

25-03-2015

Uma delegação do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) esta entre os 350 brasileiros que participam do Fórum Social Mundial em Tunis, na Tunísia, entre os dias 24 à 31 de março.
Contra a globalização neoliberal e por "dignidade, direitos e liberdade", o MNCR se somou a milhares de pessoas de todo o mundo marcharam na tarde dessa terça-feira (24), no centro de Túnis (Tunísia), para dar início a mais uma edição do Fórum Social Mundial (FSM).

Faixas, cartazes, bandeiras, música, danças e palavras de ordem em crítica ao sistema capitalista embalaram a tradicional Marcha dos Povos, que reuniu movimentos e entidades sociais, lotando o entorno do complexo de edifícios do Parlamento tunisiano. A marcha também passou em frente ao Museu Bardo para protestar contra a violência. Na quarta-feira passada (18), o museu foi alvo de um atentado terrorista que matou 21 pessoas.
As atividades do FSM devem reunir cerca de cinco mil organizações de 130 países até sábado (28), no campus da Universidade de El Manar, para discutir temas como migração, meio ambiente, direitos humanos e economia solidária. “Que relação há entre a resistência palestina, um migrante sub-sahariano, e um camponês sem terra no Brasil? [...] Como cruzamos as fronteiras? As experiências, as iniciativas, as reivindicações e as lutas serão apresentadas durante este Fórum”, diz a carta de apresentação do FSM 2015.
Mais de 60 mil pessoas devem participar das atividades programadas. Centenas delas fazem parte da delegação brasileira, que terá atividades autogestionadas todos os dias. Entre elas, uma conversa sobre a luta palestina ocorre na manhã desta quarta-feira (25). À tarde um diálogo sobre a participação social terá a presença da ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Ideli Salvatti; e do professor Boaventura Souza Santos, da Universidade Popular dos Movimentos Sociais (UPMS).

Com a proposta de denunciar as consequências do agronegócio, defender a soberania alimentar e apresentar a luta dos camponeses, a Via Campesina – organização que reúne movimentos do campo de todo o mundo – também terá atividades e discussões durante a programação do Fórum. A Tunísia praticamente não tem movimento camponês organizado. Ainda nesta quarta-feira, estão programados três debates sobre o papel da entidade na defesa dos direitos dos camponeses e recuperação dos sistemas alimentares locais e sobre a realidade dos agricultores hoje no mundo.

O que é o Fórum Social Mundial?


O Fórum Social Mundial é um espaço de debate democrático de idéias, aprofundamento da reflexão, formulação de propostas, troca de experiências e articulação de movimentos sociais, redes, ONGs e outras organizações da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo.
O primeiro FSM em 2001 foi seguido de um processo mundial de busca da construção de alternativas às políticas neoliberais. Esta definição está consagrado na Carta de Princípios do FSM. O Fórum Social Mundial é também é caracterizado por sua pluralidade e diversidade. Não é nem confessional, nem governamental, nem partidário. Tem o propósito de facilitar as associações, descentralizadas e em redes, de associações e movimentos engajados, tanto a nível local ou internacional, em ações concretas para a construção de um outro mundo, sem pretender no entanto encarnar uma entidade representativa da sociedade civil global. O Fórum Social Mundial não é uma associação nem uma organização.

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