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Catadores tomam ruas de SP em Marcha pelos direitos

por Márcio Martins /INSEA — publicado 04/12/2015 13h25, última modificação 04/12/2015 13h29
Objetivo da manifestação foi a reivindicação dos direitos dos catadores e pela valorização do trabalho

As ruas da capital paulista foram tomadas por mais de 2 mil catadores que participaram da Marcha Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, organizada pelo MNCR. Os trabalhadores se encontraram na manhã da última quarta-feira (02/12/2015) na Praça da República, região central, e partiram caminhando até a Prefeitura Municipal de São Paulo, com paradas estratégicas em frente à Câmara dos vereadores e ao Ministério Público Estadual.

O objetivo da manifestação, que aconteceu de forma pacífica e muito bem organizada, foi a reivindicação dos direitos dos catadores e pela valorização do trabalho, que até então é explorado pelas prefeituras de forma inadequada e sem o devido pagamento pelo serviço prestado. Além de representantes dos catadores de todo o Brasil, a marcha contou com o apoio e a participação de catadores da América Latina.

“Queremos que as prefeituras de todos os municípios brasileiros valorizem o trabalho realizado pelos catadores de materiais recicláveis. Que façam a contratação pelos serviços prestados e paguem por este serviço realizado há mais de 50 anos neste país. Nós queremos que os catadores sejam contratados para a realização da coleta seletiva nas cidades e que recebam também pelo serviço da triagem”, ressaltou o representante do MNCR, Fagner Jandrey.

Uma comissão de representantes do MNCR de São Paulo foi recebida na Câmara dos vereadores, onde foi protocolado um pedido para que os vereadores aumentem o orçamento público da coleta seletiva que hoje representa apenas 1% de todo o dinheiro gasto pela cidade com a gestão de resíduos. Os catadores da cidade também pedem a anulação de multas de trânsito adquiridas injustamente por conta do serviço de coleta que realizam na cidade.

Na sequência a Marcha seguiu em direção ao Ministério Público, onde os catadores se deparam com os portões fechados e não foram recebidos pelos promotores. Foi feita a leitura da carta que cobra a agilidade na fiscalização da implementação do Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos do município e entregue a um guarda que estava fazendo a segurança do local.

A Marcha continuou até a sede da Prefeitura de São Pulo, chegando assim ao seu destino final. Uma comissão foi recebida pelos gestores públicos onde foi protocolado mais um documento solicitando: Pagamento por serviços ambientais; Pagamento pelo serviço de coleta seletiva porta-a-porta; Áreas públicas para implantação de novas cooperativas de catadores; Apoio na aprovação de uma lei que anule os efeitos de multas de transito sobre os caminhões e veículos de cooperativas de catadores usados na coleta de recicláveis na cidade; e Apoio na aprovação de uma lei que garanta o pagamento por serviços prestados pelos empreendimentos de catadores.

Ainda na porta da prefeitura de SP, o ex-ministro Gilberto Carvalho subiu no carro de som que estava sendo usado pelos catadores para manifestar o seu apoio às reivindicações feitas pelos trabalhadores da catação.

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