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Catadores fazem protesto contra o Grupo Iner

por Setor de Comunicação MNCR publicado 23/03/2018 16h20, última modificação 23/03/2018 16h26
Colaboradores: com informações do Portal Correio
Manifestantes alegam que a entrada de um grupo de empresários poderá retirar o direito dos catadores

Um protesto de catadores de de materiais recicláveis aconteceu na manhã desta quinta-feira (22) na Câmara Municipal de João Pessoa. Os manifestantes luta contra o lobby da Grupo INER, empresa fantasia do advogado Jomateleno dos Santos Teixeira, que busca doação de áreas públicas para vender plantas de tratamento de resíduos que excluem o processo cooperativista das organizações de Catadores. 

De acordo com uma representante do Movimento Nacional dos Catadores, Egrinalda dos Santos, a entrada do Grupo Iner, uma das empresas envolvidas, pode comprometer direitos dos catadores. “Eles alegam que os catadores vão virar moveleiros, ou seja, trabalhar com madeiras velhas. Tudo que é descartado é nosso. E ainda querem usar práticas de incineração, que é contra a lei. A coleta seletiva não é totalmente aplicada na cidade, não é efetiva, o que vem contrariando toda a lei. Somos reconhecidos, então eles não podem derrubar nossa posição”, argumentou a líder. 

A representante do MNCR, Egrinalda, revelou que o Ministério Público do Trabalho (MPT) já foi acionado e deve comparecer à Câmara. “Quase três mil catadores da Paraíba podem ser prejudicados. O MPT foi acionado e deve se fazer presente na luta. A Lei 12305 prioriza a categoria de catadores, tem um decreto que os órgãos públicos têm que doar o material para empreendimento de catadores, cooperativas e associações”, finalizou.

 

Quem é o grupo INER?

O controverso grupo INER parece não existir juridicamente, nem tem serviços ou negócio reais conhecidos. É uma marca utilizada por Jomateleno dos Santos Teixeira, advogado condenado por estelionato,que percorre o país oferecendo uma solução milagrosa para os resíduos sem muito conhecimento técnico sobre o assunto.

O procedimento é sempre o mesmo. Procura Câmara de vereadores ou prefeituras e por meio de acordos com vereadores organizar audiências públicas em que apresenta imagens de desenhos em 3D das supostas usinas, ele é sempre a única pessoa que fala sobre as instalações duranta mais de uma hora. Teixeira costuma anunciar em suas apresentações que tem recebido terrenos públicos gratuitamente para construção das usinas, propagando que elas serão construídas com verba da iniciativa privada.

Jomateleno dos Santos Teixeira é um estelionatário conhecido da imprensa, esteve envolvido na operação de uma delegacia falsa no centro de São Paulo. “Doutor Leno, como gostava de ser chamado, sentava-se engravatado atrás de uma escrivaninha e recebia cidadãos vítimas dos mais variados crimes. Lavrava boletins de ocorrência e, por fim, cobrava uma 'taxa' para acelerar as investigações, sempre algo entre R$ 200 e R$ 300. O detalhe é que Jomateleno, que é formado em Direito, jamais fez concurso para delegado – assim como nenhum de seus 12 assistentes. A delegacia não era um órgão governamental. E os BOs, que ostentavam até timbre, não valiam nada.”, registrou a reportagem da Revista Época na Edição 247 – 10/02/2003. Veja na integra: https://goo.gl/vVghN0 Preso, Jomateleno ainda tentou argumentar que a delegacia era 'uma organização não-governamental' e sua função social estava registrada em cartório. O delegado titular da repartição privatizada é estelionatário condenado em três processos e estava foragido. O 'corpo de investigadores' era formado por réus de 26 processos pelas infrações mais variadas, de apropriação indébita e lesões corporais até assalto a banco.

Ainda como doutor Leno, Jomateleno dos Santos Teixeira foi preso por propaganda enganosa, crime pelo qual respondia desde o ano 2000. Ele vendia apostilas de um curso preparatório para os exames da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que não existia. Ele foi levado para o 13º Distrito Policial, na Casa Verde, e vai cumprir seis meses e seis dias de prisão, segundo o delegado Cláudio Salles Jr., do Grupo de Operações Especiais (GOE). Em fevereiro, Teixeira foi preso em flagrante por manter uma falsa Delegacia do Cidadão, na qual se registrava boletins de ocorrência, instaurava inquéritos, intimava acusados e até negociava, em troca de dinheiro, o arquivamento de denúncias. A informação é do Jornal Estadão, veja na integra: https://goo.gl/woa8Xm

Basta um simples pesquisa no Google para entender que os negócios do “Grupo Iner”, ou seja, de Jomateleno, são pura enganação.

 

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