Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

Lutar, criar, Reciclagem Popular!
Ferramentas Pessoais
Acessar
This is SunRain Plone Theme
Você está aqui: Página Inicial / Notícias / Notícias nacionais / A luta das Marias catadoras pela gestão do lixo e o BNDES

A luta das Marias catadoras pela gestão do lixo e o BNDES

por Dan Moche / Coalizão Nacional contra a Incineração do Lixo — publicado 01/10/2012 15h10, última modificação 01/10/2012 15h09
Catadores movem ação contra Prefeitura de S. Bernardo do Campo
A luta das Marias catadoras pela gestão do lixo e o BNDES

Maria Mônica, Virgílio de Farias e Francisca Maria durante ato que protocolou a ação popular ambiental

No dia de ação global contra o lixo e a incineração, 30 de setembro, tem gente que pelo seu valor deve ser lembrada e honrada. Maria Monica e Francisca Maria, são catadoras de lixo reciclável na região metropolitana de São Paulo; atrevidas como elas só estão a confrontar interesses poderosos.

O resultado desse embate poderá influenciar a efetiva implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos ou seu desvirtuamento.  Mas a luta das Marias catadoras continua invisível para a sociedade. Poucos se sensibilizam embora não sejam desprezíveis os riscos e impactos sociais, sanitários e ambientais associados à adoção dessa tecnologia.

Virgílio, o advogado que veio de Pernambuco para a região metropolitana de São Paulo e que comeu calango quando criança em São José do Egito, talvez por ter compartilhado essa fome com as Marias, ou talvez por que seja um cabra arretado mesmo, se sensibilizou. Ele estendeu a mão para as catadoras e entrou com uma ação popular contra a prefeitura de São Bernardo do Campo para impedir a abertura da porteira para os incineradores no país e defender a coleta seletiva.

Virgílio ainda não sabe, mas vem de um estudo recém entregue pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco ao BNDES (Pesquisa Científica BNDES FEP no 02/2010 – contrato 11.2.0519.01) Análise das diversas tecnologias de tratamento e disposição final de resíduos sólidos no Brasil, Europa, Estados Unidos e Japão aporta mais uma importante informação que poderá ajudar a Monica e Francisca.

Consta nessa pesquisa científica que o volume de resíduos destinados á coleta seletiva e a compostagem cresceu na comunidade europeia quase 3 vezes mais que a incineração; que desde 1995 não se construiu um único incinerador nos EUA.

Coleta seletiva e compostagem/biodigestão. Essa é a tendência tecnológica. É aí que os investimentos devem ser realizados e que o modelo de gestão deve ser desenvolvido. Que o banco se lembre desse estudo quando for priorizar investimentos nesse campo. Monica, Francisca, Virgílio o desenvolvimento e o social agradecem.

registrado em:

Navegação