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“Reciclagem Popular e a Gestão de Resíduos Sólidos no Brasil” estão entre os temas da Expocatadores

por FBpress — publicado 01/12/2015 15h40, última modificação 03/12/2015 15h37

Nesta terça-feira, a “Reciclagem Popular e a Gestão de Resíduos Sólidos no Brasil” foi um dos temas debatidos na Expocatadores 2015. A representante do MNCR do Paraná, Marilza Aparecida foi a mediadora do Painel e, durante a abertura, falou sobre o papel das empresas no processo de reciclagem e a independência em relação aos editais do governo. “Não podemos depender do governo, temos que ter autonomia e lutar para que os recursos venham direto para as bases”, afirmou.

O Professor Ricardo Abramovay, da USP, destacou o princípio do poluidor-pagador, tema discutido na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-21). “Não podemos usar a atmosfera para lançar gases sem pagar nada por isso. Quem deve pagar os custos é o setor privado, pois querer mandar a conta para a Prefeitura, Governo Estadual e Governo Federal é ilusão, porque esses três níveis de governo estão quebrados e é uma injustiça”, disse.

Ao ressaltar o modelo ideal da logística reversa, Abramovay enfatizou o papel das empresas como as responsáveis e exemplificou o modelo adotado na Europa, que produz mais riqueza com menos embalagem. “As empresas devem pagar a conta, se elas oferecem um produto, devem se responsabilizar pelo que restar desse consumo. Já o consumidor tem a responsabilidade de fazer a separação correta em suas casas”, finalizou.

Outra convidada para o debate, Jacqueline Rutkowski, do Instituto Sustentar, trouxe algumas reflexões importantes para atender a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). “A lei criou a gestão integrada, não posso pensar só em aterrar, para resolver,precisamos da prefeitura, do cidadão e, sobretudo,da empresa”, destacou ao frisar que outro ponto importante é o reconhecimento dos catadores como prestadores de serviços. “A tecnologia que eles desenvolvem é a coleta seletiva solidária. Esse serviço é prestado e a Prefeitura precisa pagar por isso”, completa ao citar como exemplo para o Brasil o Bolsa Reciclagem- incentivo financeiro concedido pelo governo do Estado de Minas Gerais às cooperativas e associações de catadores de materiais.

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Felipe Pateo, da Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES) falou sobre a Política de Economia Solidária e os Catadores de Materiais Recicláveis. Durante a sua apresentação, ele destacou o papel na inclusão sócio-econômica de catadores de resíduos sólidos, convênios firmados com 26 Estados, alguns municípios e entidades da sociedade civil; reconhecimento da categoria profissional do catador como profissão digna e capaz de contribuir para o desenvolvimento do país a partir do trabalho associado, da inserção laboral de população em situação de vulnerabilidade social, da contribuição para a preservação ambiental, da organização política através do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis.

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