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Lixo Zero é tema de Workshop com mais de 400 participantes

por Marcio Martins/Insea — publicado 28/05/2014 15h31, última modificação 28/05/2014 15h31
Evento aconteceu em Belo Horizonte e teve o MNCR como co-realizador

Belo Horizonte foi palco, no último dia 21 de maio, do Workshop Lixo Zero – Construindo Soluções Sustentáveis para a Gestão dos Resíduos nos Municípios. A discussão trouxe à capital mineira um dos assuntos mais relevantes da atualidade. Mais de 400 pessoas participaram do evento que contou com representantes de mais de 70 municípios diferentes do país.

O evento contou com a participação dos especialistas no Projeto Lixo Zero, Kevin Drew, Coordenador Sênior do Projeto Lixo Zero no departamento de Meio Ambiente em São Francisco/ EUA, e do Diretor Executivo da Rede Lixo Zero Europa, Joan Marc.

Os convidados trouxeram para o debate a realidade de suas respectivas cidades e como foi o desenvolvimento do projeto Lixo Zero. Na parte da manhã o espanhol, Joan Marc, falou sobre a realidade de cidades como Barcelona, Madrid, Milão e outras cidades europeias. “É importante dizermos que o Lixo Zero não é só como vamos reaproveitar ou reciclar os resíduos, mas é também uma forma de pensarmos como cidadãos que precisam reduzir a geração dos resíduos. A chave para o sucesso do Lixo Zero é pensarmos o custo do trabalho que temos para gerenciar os resíduos que geramos, o ciclo desse gerenciamento e como esse trabalho integra à sociedade. O Lixo Zero não funciona sem a população”, disse Joan Marc.

Também participaram da mesa na parte da manhã o Engenheiro Civil e Sanitarista Raphael Tobias, que também é professor na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e o Catador e representante da coordenação do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), Fagner Antônio.

Fagner falou da realidade dos catadores no Brasil, sobre a Reciclagem Popular e da necessidade da inclusão dos catadores no processo de gestão dos resíduos sólidos. Os pontos apresentados pelo catador demonstrou que a Reciclagem Popular é o caminho certo para pensarmos em Lixo Zero em nosso país, fortalecendo a coleta seletiva solidária e lutando contra a atual desigualdade dentro da cadeia da reciclagem brasileira.

O Norte-Americano Kevin Drew abriu a conversa na parte da tarde apresentando a realidade da cidade de São Francisco no estado da Califórnia/EUA. A cidade que tem o modelo muito bem desenvolvido é referência internacional em Lixo Zero. Atualmente o programa de coleta de resíduos de São Francisco atende cerca de 350 mil residências. São retirados da destinação final por ano cerca de 100 mil toneladas de resíduos recicláveis e 50 mil toneladas de resíduos orgânicos.

A cidade de São Francisco foi eleita a “Cidade Verde”. Em 2010 a cidade californiana deixou de enviar para o aterro sanitário cerca de 80% do lixo gerado em toda a cidade. A meta para 2020 é que São Francisco chegue ao aterramento zero. “A questão chave do desenvolvimento do Lixo Zero em São Francisco foi o dialogo com os políticos locais, integrando o nosso trabalho com o deles. Mas sabemos que isso é um desafio. Quando começamos estávamos inventando um novo processo, assim como vocês estão fazendo no Brasil. O Lixo Zero tem que ser construído dia após dia”, ressaltou Kevin.

Também participaram da mesa de discussão o professor da UFMG e membro do Observatório da Reciclagem Inclusiva e Solidária (ORIS), Francisco de Paula Antunes, e o Superintendente de Limpeza Urbana de Belo Horizonte Sidnei Bispo, que apresentou a atual estrutura da gestão dos resíduos gerados na capital mineira.

O Workshop aconteceu no auditório do Instituto de Educação de Minas Gerais, na Rua Pernambuco nº 47 bairro Funcionários, e foi uma realização do Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável (INSEA) em parceria com o ORIS e as organizações que formam este grupo de estudo e pesquisa. O patrocínio foi da Petrobras.


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