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Catadores de Campinas protestam contra a incineração de resíduos

por mncr — publicado 13/11/2013 17h40, última modificação 13/11/2013 18h00
Propostas debatidas pela sociedade não foram incluídas em Plano

Catadores de materiais recicláveis da cidade de Campinas realizaram manifestação em frente a Prefeitura Municipal de Campinas (SP) contra a incineração de lixo na cidade e pela valorização do trabalho desenvolvido por 14 cooperativas e associações na coleta seletiva da cidade.  Logo após a manifestação os catadores participaram da audiência pública de consulta popular sobre o Plano Municipal de Saneamento Básico que definirá diretrizes para os resíduos sólidos na cidade.

“Nossa proposta, defendida pelo MNCR, é a da reciclagem popular, já que se trata da melhor rota tecnológica para concretizar a gestão integrada dos resíduos sólidos definida pela PNRS (Lei nº 12.305/2010): redução, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos”, defendeu Jarbas Pires, catador da Cooperativa Santa Genebra, durante a audiência pública.

O catador também se posicionou contrario a PPP (Parceria público-privado) que deve gastar 300 milhões de reais dos recursos públicos em uma usina de incineração de lixo, ou seja, quase a totalidade do orçamento destinado para gestão de resíduos previsto no Plano de Saneamento. “Reivindicamos que nossos impostos sejam revertidos em recursos para fornecer a estruturação das associações e cooperativas de catadores, bem como a contratação e remuneração pela Prefeitura, com a implementação de tecnologias sociais adequadas ao trabalho autogestionário”, declarou Jarbas.

Diversos participantes da audiência pública questionaram o fato do Plano de Saneamento apresentado não contemplar nenhuma sugestão proposta na Conferência Municipal de Resíduos Sólidos de Campinas, bem como não contemplar diversos princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos, tais como precaução, poluidor-pagador, protetor-recebedor.

“A incineração é um desastre dos pontos de vista social, ambiental e econômico. É um retrocesso. A Europa está abolindo as incineradoras e o Brasil quer trazer essa tecnologia atrasada em tempos de sustentabilidade. A solução é reciclar, é investir nas cooperativas”, disse Eduardo Ferreira de Paula, representante do MNCR.

“Vamos fazer o que for preciso para impedir a incineração. Nós limpamos essa cidade e não somos reconhecidos, não temos nenhum apoio”, reclamou Janaína Aparecida Pires, catadora de materiais recicláveis há 12 anos.

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