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Catadores da Zona Leste da São Paulo organizam luta por melhorias no trabalho

por Setor de Comunicação MNCR publicado 06/06/2016 12h45, última modificação 06/06/2016 12h45
Encontro reuniu a categoria na região mais populosa da capital paulista.

A Zona Leste de São Paulo sediou mais um encontro de Catadores de Materiais Recicláveis no dia 04 de junho, semana do Meio Ambiente. Região mais populosa da cidade, a Zona Leste também concentra o maior número de comunidades pobres e favelas, assim como grande parte dos catadores em atividade. Por outro lado, é também a região com menor presença do Estado em relação a políticas publicas para esses trabalhadores.

Enquanto as iniciativas de coleta seletiva da Prefeitura estão presentes nos bairros ricos da cidade, as periferias não recebem esse tipo de serviço. As dezenas de cooperativas, associações de grupos informais de catadores da região sofrem para sobreviver sem apoio significativo da Prefeitura em infraestrutura de galpões e equipamento. Até mesmo as cooperativas de são conveniadas com a Prefeitura e fazem parte do sistema oficial de coleta seletiva encontram-se com galpões com estrutura precária. Além disso a renda dos catadores na região também é mais baixa que nos bairros mais centrais.

Durante o encontro realizado no Sesc Itaquera e em parceria com o Fórum para Desenvolvimento da Zona Leste, os catadores apresentaram a situação de suas organizações e trocaram experiência de trabalho e histórias de luta. É o caso da catadora Dulce que contou a história de organização da Cooperativa Chico Mendes, localizada no bairro de São Rafael, com apoio das paróquias da região que decidiram organizar, por contata própria, a coleta seletiva com a participação dos catadores. Ou a Cooperativa Filadélfia, localizada em uma favela localizada no Jardim Itapema, formada por 34 mulheres em um galpão de madeira, mesmo sem equipamento tem com uma produção exemplar.

Após compartilhares suas situações, os catadores e catadoras da Zona Leste reforçaram seus laços de solidariedade e se comprometeram em fortalecer as instâncias de organização do Movimento dos Catadores, como o Comitê da Zona Leste e o Comitê da Cidade. Uma carta de reivindicações também foi elaborada com as principais bandeira de luta.

 

Avanços de desafios

O encontro também projetou alguns avanços e desafios. Após muita luta a Prefeitura de São Paulo começou a assinar contratos de prestação de serviços para expandir a coleta seletiva com a participação das cooperativas de catadores, deixando de contratar as empresas privadas para esse fim. A ação atinge principalmente os bairros de periferia que ainda não têm coleta seletiva.

Apesar co avanço a Prefeitura ainda precisa melhorar o pagamento por esse serviço com valores juntos. “Queremos que as cooperativas sejam pagas por tonelada de material, hoje a Prefeitura paga apenas três catadores para fazer a coleta, o que estão fazendo é economizar para as empresas”, declarou o representante do MNCR Eduardo Ferreira de Paula durante o encontro ao representante da Prefeitura, Samuel de Oliveira.

Os catadores da Zona Leste também esperam receber ainda esse ano a disponibilização de dois novos galpões para as cooperativas Filadélfia e Casa do Catador (antiga Coreji), além de reformas nos galpões da Cooperativa Chico Mendes e Cooperleste. Os grupos também já possuem caminhões cedidos pela Rede Catasampa com financiamento do Governo Federal.

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