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MNCR-RO faz diagnóstico de catadores no Estado em parceria com Governo do Estado

por Mara Paraguassu — publicado 01/09/2015 14h53, última modificação 01/09/2015 14h53
Objetivo é conhecer a realidade dos catadores no Estado e viabilizar políticas públicas
MNCR-RO faz diagnóstico de catadores no Estado em parceria com Governo do Estado

Fotos: Equipe Seas

Equipe da Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social (Seas) em parceria com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) iniciou pesquisa com os catadores de municípios da região Sul de Rondônia, etapa que será concluída no dia 2 de setembro, em Vilhena.

Conhecer a realidade dos catadores de material reutilizável é uma das principais fases do Projeto Recicla Rondônia, iniciado em maio de 2014, adotado a partir de uma chamada pública da Secretaria Nacional de Economia Solidária destinada a implementar a coleta seletiva nos municípios, uma exigência da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010).

A atividade, que inclui também encontros com os gestores municipais, os quais participam de pesquisa para que o Estado conheça a realidade da prefeitura de cada região e as dificuldades para adoção de uma política de tratamento e utilização dos resíduos sólidos, foram realizadas em Pimenteiras (25/8);  Corumbiara (26/8); Cerejeiras (27/8); Cabixi (28/8) e Colorado do Oeste (29 e 31/8). Chupinguaia está previsto para o dia 1º de setembro, e  Vilhena no dia 2.

A assessora técnica da Gerência de Trabalho e Renda da Seas, Adirleide Dias, disse que a equipe conseguiu falar com todos os prefeitos até agora;  alguns demonstraram não ter conhecimento da lei 12.305, mas “estão  abertos para a articulação e organização dos catadores, e dispostos a prestar apoio técnico”.

Os municípios de Pimenteiras do Oeste e Corumbiara, segundo Adirleide, já encerraram seus lixões, por isso a atividade de coleta é reduzida, limitando-se à comercialização de latinhas de cervejas e refrigerantes.  Esses municípios  aderiram ao Consórcio Intermunicipal da Região Centro Leste de Rondônia (Cimcero), levando resíduos para o aterro sanitário de Vilhena. O custo mensal é de R$ 800,00.

“O prefeito de Pimenteiras, João Miranda, e o secretário de Meio Ambiente deram sinal positivo para organizar pessoas que estão trabalhando com a coleta de latinhas a fim de atuarem no festival de praia, que tem duração de quatro dias e gera muitos resíduos recicláveis”, disse Adirleide. Em Cerejeiras, a equipe constatou que a prefeitura não encerrou o lixão da cidade, aderiu recentemente ao Cimcero e tem ações articuladas e integradas com secretarias diversas para se adequar à Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Representante do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), Toni Industrial colabora com a pesquisa de dez paginas para conhecer a realidade dos catadores: “Vimos que a maioria deles, aqui no Sul, tem a coleta de latinhas como um complemento de renda”.

 

“O governo de Rondônia está com bons olhos, fazendo todos os esforços para que a inclusão social e produtiva dos catadores aconteça nos municípios, e fazendo esforços para também apoiar as prefeituras” – Sandra Coura, Seas

 

A coordenadora do Recicla Rondônia e gerente da Seas, Sandra Coura, disse que Rondônia está avançando na questão do tratamento dado aos resíduos sólidos. “Em outros estados isso não tem acontecido. O governo de Rondônia está com bons olhos, fazendo todos os esforços para que a inclusão social e produtiva dos catadores aconteça nos municípios, e fazendo esforços para também apoiar as prefeituras”, afirma.

O questionário aplicado aos catadores tem dez páginas. O governo quer conhecer a condição social desses trabalhadores – como vivem, se estudam, qual a renda, se estão organizados em cooperativas e associações ou atuam de forma autônoma, se têm apoio das prefeituras, entre outros.

“O questionário foi elaborado pelo grupo Fora Lixo Cidadania, que é constituído por representantes do movimento de catadores, pela nossa equipe, e será aplicado com apoio de dois catadores e um colaborador, representante do movimento nacional de catadores”, esclareceu Adirleide Santos.

O Cone Sul é a primeira etapa do trabalho de cadastro e e diagnóstico dos catadores, e ao trabalho estão engajados também Flávia Iraiore, da Seas e Neli Soares e Jakeline Campos, representantes da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis do Cone Sul (Ascosul). Até novembro a equipe da Seas espera concluir, reunindo catadores em regionais, o cadastro e diagnóstico para avançar o  projeto Recicla Rondônia. Esta etapa será encerrada em Porto Velho.


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