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Catadores de Materiais Recicláveis fazem protesto

por MELQUÍADES JÚNIOR, Diário do Nordeste — publicado 27/07/2012 10h55, última modificação 27/07/2012 11h02
Caminhada realizada com faixas saindo do MPF até a Câmara
Catadores de Materiais Recicláveis fazem protesto

Caminhada com faixas saindo da sede do MPF passando pelas ruas da cidade e seguindo até a Câmara

20.07.2012 

Limoeiro do Norte Pela coleta seletiva e por políticas públicas para os resíduos sólidos, catadores de diversos Municípios reuniram-se em uma marcha de protesto, culminando em audiência pública. A ação aconteceu em Limoeiro, reunindo catadores de Quixeré, Limoeiro, Russas, Tabuleiro do Norte, Fortaleza e Pacatuba. Após marcha pelas principais ruas da cidade, e com gritos de protesto, os catadores participaram de audiência na Câmara Municipal. Eles pediram infraestrutura para a coleta e a criação de uma lei que proíba a incineração do lixo. Até hoje aguardam dos gestores a implantação de aterro sanitário. Embora realizada na Câmara, apenas três vereadores participaram da audiência, dos quais dois foram embora antes de terminar.

Os lixões de, pelo menos, quatro Municípios do Baixo Jaguaribe e cidades de outras regiões ficaram vazios de gente durante a manhã de ontem.

Foi quando os catadores saíram do lugar onde tiram o sustento para ir às ruas lutar por direitos. A presidente da Associação dos Catadores de Limoeiro do Norte, Maria Rubens Saldanha Bezerra, a "Pedinha", tirou a tradicional roupa "surrada", cheia de panos para proteger do sol e da sujeira de lixo orgânico. Vestiu a blusa dos catadores para pedir que seja construído um galpão de armazenamento do material reciclável, e adquiridos equipamentos como prensa e balança. Com esse material, e mais um carro para transporte, os catadores não precisariam mais se subordinar ao atravessador, até hoje quem mais lucra com a coleta de material reciclável.

Plano Nacional

É a segunda marcha dos catadores realizada em Limoeiro. Para Erivaldo Gomes, da coordenação estadual e representante da comissão estadual dos movimentos de catadores de material reciclável, falta muito para se chegar ao digno. "Os Municípios precisam reconhecer o Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Isso precisa ser obedecido para que vários direitos sejam atendidos", afirma. De forma prática, um dos pleitos seria a criação e operacionalização das autarquias municipais do meio ambiente. "Os Municípios não têm. E quando tem não é oficializada", reclama.

Os catadores ainda pedem apoio à implementação do Projeto Piloto de Coleta Seletiva no Bairro Antônio Holanda, a Cidade Alta, em Limoeiro. Os moradores fazem em casa a seleção do material que pode ser reciclado e, no lugar de depositar no lixo comum, deixa ser recolhido pelos catadores na própria casa. É um projeto que, dando certo, poderá ser aplicado em toda a cidade. Assim, os catadores deixariam de ir para os lixões, onde até hoje estão sujeitos às mais diversas formas de contaminação por doenças. Um dos pontos discutidos na audiência foi a cobrança de um galpão para a seleção do material reciclável. E enquanto não se constrói este equipamento para os catadores, foi pedido para a Prefeitura disponibilizar, de forma provisória, um galpão já existente.

Organização

A II Marcha Regional dos Catadores do Ceará foi organizada pelas associações de catadores em parceria com a Cáritas Diocesana. Estiveram presentes à audiência representações do Ministério Público, da Prefeitura Municipal de Limoeiro e o bispo diocesano dom José Haring. Só participaram da audiência apenas três vereadores, mas dois saíram antes mesmo que acabasse a reunião, o que gerou lamento por parte das famílias dops manifestantes presentes.

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