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Agentes Sociais e Ambientais debatem sobre coleta seletiva

por Helciane Angélica – Jornalista — publicado 30/05/2015 06h00, última modificação 05/06/2015 13h30
O objetivo é contribuir para a renovação da vida das pessoas a partir dos 50 anos.

A Cooperativa dos Catadores da Vila Emater (Coopvila) foi convidada para realizar a oficina sobre "Coleta Seletiva e Educação Ambiental" no dia 29 de maio na Faculdade da Cidade de Maceió (Facima). A atividade foi destinada aos alunos da Terceira Idade, que fazem os cursos de Agente Social e Agente Ambiental.

Na ocasião, foram exibidos os documentários “A Ilha das Flores” e "O lixão sai, a gente fica"; apresentação de slides sobre a história e a organização da Coopvila, o trabalho sociocultural e ambiental em Maceió; além do debate sobre a valorização da profissão dos catadores e a atuação das cooperativas. As informações foram repassadas por Eliene da Silva, Presidenta da Coopvila; Ana Lúcia Ferraz de Menezes, coordenadora geral do projeto "Reciclar e Educar" patrocinado pela Petrobras; e o educador social Helcias Pereira.

Estima-se que cerca de 1000 catadores atuem na cidade de Maceió, e nas cooperativas a média de rendimento é de R$400 por pessoa. Eliene da Silva é catadora há 25 anos e aproveitou o momento para destacar a importância da organização da Coopvila e seus avanços: é a única cooperativa com frota própria, tem a preocupação com o uso dos equipamentos de proteção individuais (EPIs) e o pagamento do INSS; e também com o compromisso da luta do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) em defesa da contratação das cooperativas pela Prefeitura, além da criação e comercialização dos recicláveis em rede.

Já Ana Lúcia Ferraz, reforçou que o trabalho dos(as) catadores(as) é reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego desde 2012, inclusive, encontra-se na listagem de Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Porém, é preciso fazer um movimento de solidariedade aos catadores, porque é uma profissão desvalorizada pela sociedade. "Fazer a Educação Ambiental não é só contemplar o meio ambiente, e sim, executar um trabalho de mobilização e transformação de hábitos", afirmou.

Debate

Também ocorreu a divisão de grupos de trabalho para debater a importância da coleta seletiva e as estratégias de mobilização e conscientização da comunidade acadêmica. Foram respondidas as questões: O que queremos?; O que podemos fazer?; Quais os passos?.

Dentre as propostas estiveram: pesquisar sobre a implantação da coleta seletiva na instituição, obter informações sobre o destino dos recicláveis recolhidos das lixeiras especiais; desenvolver um projeto socioambiental na Faculdade; obter autorização da Diretoria para implantar um depósito (ponto de coleta) no local; criar um grupo para planejar e realizar trabalho educativo com os alunos; separar os materiais recicláveis em casa e entregar para catadores; e divulgar mais o trabalho das cooperativas.

Aprendizados

A palestra foi excelente e fiquei satisfeita com as informações. Eu não tinha a noção sobre a separação do lixo e a importância da coleta seletiva”, disse Maria José Alves, de 67 anos, uma das alunas mais participativas no debate.

A gente tem que ajudar na divulgação do trabalho das cooperativas, e cada um de nós precisa fazer a sua parte em casa, separar e destinar o material reciclável para o local correto”, ressaltou a aluna Janigleide Silva.

Eu acho muito importante essas palestras e fico feliz em participar. Trabalhei 38 anos em empresas, usina e na antiga Salgema, sempre me interessei pela área ambiental e agora que estou aposentado, estou fazendo esse curso para me sentir útil. Quero continuar ajudando!”, desabafou Marcos Antonio da Costa Xavier.

Facima/TI

A Faculdade destinada à terceira idade foi implantada há sete anos em Maceió. De acordo com o professor e gerontólogo, Francisco Silvestre dos Anjos – coordenador da Facima/TI – existe o interesse em ampliar o trabalho dos alunos da terceira idade na área da pesquisa, estágios e trabalhos voltados para a sociedade, inclusive, tem interesse em desenvolver uma parceria com a Coopvila.

Atualmente, existe cerca de 480 alunos(as) matriculados nos cursos de extensão, que são realizados durante três dias na semana e tem duração de dois anos, são eles: Agente Social, Agente Ambiental, Agente Cultural e Agente em Alagoanidade. Já foram formadas dez turmas.

A auxiliar de coordenação, Aurilene Alves, informou que a instituição tem proporcionando a formação e o desenvolvimento da autoestima de várias pessoas. “Temos o objetivo de contribuir para a renovação da vida das pessoas a partir dos 50 anos. Também desenvolvemos várias atividades voltadas para a recreação e cultura, atendimento médico e psicológico, e até o concurso de miss da terceira idade”.

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