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Seminário debate a Reciclagem Popular na Garantia de Direitos

por Pricila Milán/GrupoSinos — publicado 06/04/2016 11h15, última modificação 06/04/2016 11h15
Evento busca enfrentamento para as propostas de retirada das carroças das ruas do Estado do RS

O trabalho de vocês ajuda nossa terra, a sociedade e a natureza”. Assim o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, cumprimentou os participantes do Seminário estadual reciclagem popular na garantia de direitos, promovido pela Fundação Luterana de Diaconia (FLD), nesta quinta-feira, 31. O evento, realizado através do projeto Mulher catadora é mulher que luta, ocorreu no CTG Aldeia dos Anjos nos turnos da manhã e tarde. O ministro participou da solenidade de encerramento da atividade, ao lado de Maria Tugira Cardoso e Cibele Kuss, que representaram o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis e a FLD, respectivamente. Após os pronunciamentos, parte do público se deslocou em caminhada até a Câmara de Vereadores.

Segundo Miguel Rossetto, a presença de membros da equipe do Ministério do Trabalho no seminário indica a reafirmação de um compromisso do governo federal com os profissionais que contribuem com o sistema de coleta seletiva. “A estrutura do Ministério está à disposição para construirmos mais projetos. Temos um profundo respeito pelo trabalho de vocês. E o governo federal tem apoiado iniciativas aqui no Rio Grande do Sul. Estamos entusiasmados com alguns projetos”, destacou. Durante a apresentação, o ministro também fez referência ao atual contexto político, elogiando a presidente Dilma Rousseff e a descrevendo como “séria, íntegra e trabalhadora”. Rossetto defendeu: “Temos que lutar para preservar a democracia. Temos que dizer em alto e bom som que somos contra o golpe e a favor da democracia”.

De acordo com a assessora programática da área de Justiça Econômica da FLD, Angelique Van Zeeland, em torno de 250 carroceiros e catadores participaram do seminário. Ela revela que no próximo ano uma nova edição do encontro será realizada, em data e local ainda indefinidos.

Atividades promovidas pela manhã

Conforme Angelique Van Zeeland, na parte da manhã, a programação do seminário incluiu painéis sobre as quatro redes, nas quais cooperativas e associações estão organizadas: Coleta Solidária (Vale do Gravataí e dos Sinos), Catapampa (Vale do Rio Pardo e Taquari), Catapoa (Região Metropolitana e Vale dos Sinos) e Fronteira (está sendo implantada). Além disso, ocorreu um debate sobre o projeto de retirada dos carroceiros das ruas e uma palestra sobre a contratação de cooperativas e atuação dos catadores de materiais recicláveis.

Ainda no turno da manhã, a FLD prestou homenagens às Prefeituras de Gravataí, Viamão, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Uruguaiana. Angelique explica que todos estes municípios mantêm parcerias com associações ou cooperativas para o trabalho de coleta seletiva. A assessora destaca que um dos objetivos do seminário é exaltar a contribuição dos catadores para as cidades. Ela explica que estes profissionais contribuem com o meio ambiente, a medida que levam o lixo para o destino correto, assim como colaboram para o aumento da vida útil dos aterros, o que gera economia para os municípios.

Relatos de experiências

No seminário, alguns catadores de materiais recicláveis tiveram a oportunidade de falar sobre o próprio trabalho. Caso de Maria Tugira Cardoso, que coordena a Associação de Catadoras e Catadores Amigos da Natureza (Aclan), de Uruguaiana. Maria dedica mais de 30 anos ao trabalho na área. Ela conta que a Coleta Seletiva Solidária foi implantada em Uruguaiana em 2014, após dez anos de caminhada. Atualmente, a Aclan reúne  40 famílias, número que deve crescer na opinião da presidente. “Com a crise, esse número deve aumentar”, comenta. Maria salienta que a Aclan, assim como outras entidades, também aposta na conscientização da comunidade. “Entregamos panfletos, fazemos cartazes e feiras com materiais reciclados. Eu acho que a educação ambiental tinha que ser uma disciplina nas escolas”, frisa.

Apresentação da Cootracar

À tarde, a Cooperativa de Trabalhadores Carroceiros e Catadores de Materiais Recicláveis (Cootracar), de Gravataí, foi a responsável por um dos painéis. A explanação foi feita por Alexandre Camboim, do Conselho Administrativo. Ele ressalta que no final da caminhada, o grupo entregou um documento na Câmara de Vereadores, com propostas como a implantação de novos ecopontos e cadastros de carroceiros e catadores. Um levantamento indica que Gravataí tem pelo menos 300 moradores que se dedicam a estes ofícios. No debate, Alexandre também falou sobre o projeto de retirada dos carroceiros das ruas. “Somos contra o projeto. O problema do lixo não é o carroceiro. Falta gestão e consciência”, diz.

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