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MNCR discute coleta seletiva solidária em Rio Pardo - RS

por Luciano Rodrigo Alves — publicado 19/12/2014 11h40, última modificação 19/12/2014 11h40

19-12-2014

Na última quarta-feira, dia 17, em reunião na câmara de vereadores do município de Rio Pardo, a Cocamarp (Cooperativa Catadores Materiais Recicláveis de Rio Pardo) e o MNCR (Movimento Nacional Catadores Materiais Recicláveis), em parceria com outras entidades realizaram a reunião de fundação do Fórum de Ação da Coleta Seletiva Solidária.

Durante três horas diversas entidades e representantes do poder público debateram os rumos do manejo e destinação dos resíduos sólidos do município de Rio Pardo. No plenário cerca de 50 pessoas acompanharam e participaram das discussões da mesa. Na mesa, representantes da COCAMARRP, do Sindicatos dos Professores do Município, do MNCR, da Abraço-RS, do Associação Atlética e Cultural Guarani, das juventudes partidárias (JPP, JPTB e JPT), do Grupo Oxosse de Capoeira e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

Em debate aberto e propositivo os integrantes da mesa discutiram o conceito de coleta seletiva solidaria, a tarefa da sociedade,dos catadores e do poder público nesta caminhada. Uma referência permanente durante o diálogo foi a história da"Vila do Asseio Público" , hoje parte do Bairro Jardim Boa Vista, a localidade foi marcada por muito tempo, desde sua fundação, como local de deposito do lixo e dos dejetos do esgoto, antes de haver rede coletora de esgoto no município.

A reunião chegou a ter momentos mais tensos onde as entidades, o movimento e os catadores cobraram uma ação imediata da Prefeitura na assinatura do contrato de prestação de serviço realizado pela cooperativa. Em fala emocionada a catadora e cooperada Nildete salientou, "Nós temos um compromisso com a sociedade, só que com 3 mil por mes não dá, uma cooperativa tem custos, nós trabalhamos e queremos ser pagos pelo nosso trabalho". O secretario Leo Etges e Jorge Campos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente ressaltaram que há um diálogo em andamento e que o contrato deve ser assinado assim que for apresentado pela cooperativa e analisado pelos técnicos da prefeitura. "No momento não há um convenio vigente, mas temos tido reuniões e em janeiro o novo contrato deve estar assinado" salientou Jorge Campos.

Os contêineres

Um debate a parte foi travado em torno desta questão. Os contêineres instalados através, do também questionado, contrato com a Conesul atrapalha o trabalho dos catadores, contamina os materiais, diminuindo a rentabilidade e deseduca a sociedade. O Fórum encaminhou moção pedindo a retirada emergencial destas coletoras e as caracterizou como "pulverização de minilixões".

Os encaminhamentos

Além de ter sido formalmente fundado o FACSS(Fórum de Ação da Coleta Seletiva Solidária), tirou-se uma carta de princípios para orientar e nortear as ações e debates. Uma comissão representativa das entidades ficou responsável por executar as ações mais imediatas como: enviar convite a Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Vereadores, solicitar agendamento de uma audiência pública e acompanhar a sequencia dos debates e a assinatura do contrato com a COCAMARP. Esta comissão, ficou responsável ainda, por organizar um plano de ação para 2015 e convocar o Fórum no próximo mês para projetar as ações do ano vindouro.

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