Manifestação Tático-Política das Catadoras e dos Catadores em Defesa de Lula

Lula é amigo das catadoras e dos catadores. Não por uma frase de campanha, mas por uma trajetória construída ao nosso lado. Desde 2003, esteve presente no Natal dos Catadores, ouviu nossa realidade, reconheceu a importância do nosso trabalho e ajudou a abrir caminhos para que a reciclagem popular, a economia solidária e a organização coletiva da categoria fossem tratadas como parte do projeto de país.

Nós crescemos junto com os governos Lula. Crescemos porque houve políticas públicas, diálogo, reconhecimento e espaço para que nossa organização apresentasse suas propostas. Nada caiu do céu. Cada direito, cada galpão, cada equipamento, cada contrato, cada política de inclusão e cada avanço da categoria são frutos da nossa luta e da parceria com um governo que nos escutou e garantiu muitas das nossas pautas para o programa de governo.

Defendemos o fortalecimento do SUS, porque saúde pública é direito do povo e proteção para quem trabalha diariamente em condições muitas vezes duras e insalubres. Defendemos a soberania nacional, a democracia, também a participação popular nas decisões do Governo Federal, por meio dos conselhos, das reuniões com ministros e ministras e dos espaços de diálogo direto. A criação e o fortalecimento do CIISC e de uma futura diretoria especial para catadores, representam a compreensão de que a política para catadores precisa ser construída de forma interministerial, com participação da categoria e compromisso real do Estado.

Também reconhecemos os avanços na educação. Nossos filhos e filhas têm o direito de permanecer no ensino médio com apoio do Pé-de-Meia. E, ao mesmo tempo, catadoras e catadores estão chegando às universidades, concluindo graduações, avançando para mestrados e até doutorados. Isso tem um significado profundo: quando uma catadora ou um catador ocupa a universidade, não avança sozinho; avança junto uma categoria inteira, a periferia e a classe trabalhadora.

Programas como o Cataforte e a construção de uma política nacional de reciclagem popular demonstram que é possível fortalecer as organizações de catadores com formação, estrutura, articulação, geração de renda e protagonismo. É assim que a coleta seletiva deixa de ser vista como favor ou assistência e passa a ser reconhecida como serviço essencial, justiça ambiental e economia para os municípios.

Por isso, defendemos Lula. Defendemos porque sabemos de onde viemos, quais governos nos abriram portas e quais governos fecharam o diálogo com a nossa categoria. Defendemos porque a diferença não está apenas nas palavras, mas nas políticas públicas, na escuta e na disposição de construir junto com o povo trabalhador.

Mas ganhar uma eleição não é o final da luta. É o início de uma nova etapa. Nós nos comprometemos a seguir organizados, autônomos e mobilizados, fortalecendo o Brasil que queremos: um Brasil da reciclagem popular, da economia solidária, local e circular; da inclusão social; da coleta seletiva solidária; do pagamento por serviços ambientais; do resíduo zero; e do fechamento humanizado dos lixões, com direitos e inclusão para todas as famílias.

Seguiremos apresentando nossa pauta: valorização da categoria, aposentadoria especial, pagamento por serviços ambientais, fortalecimento das mulheres catadoras, da juventude catadora, daLGBTQIAPN+, daarticulação nacional e internacional da categoria, formação e organização nacional, infraestrutura para galpões, máquinas, equipamentos e caminhões, apoio aos encontros da categoria, educação ambiental e estruturação da coleta seletiva solidária em todo o país.

Presidente Lula, conte conosco para construir esse Brasil. Porque nós contamos com você para que a reciclagem popular siga sendo política pública, trabalho digno, renda, justiça ambiental e esperança para milhões de brasileiras e brasileiros.

São Paulo, dia 25 de agosto de 2026.


Lideranças nacionais do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis - MNCR