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Passeata reúne 300 catadores de todo Brasil

por mncr — publicado 18/11/2008 16h05, última modificação 09/02/2012 11h31
O primeiro dia do Congresso reuniu cerca de 500 pessoas no centro do RIO
Passeata reúne 300 catadores de todo Brasil

cartaz de divulgação

por: Samantha Schmitz

Trezentas pessoas compareceram na manhã desta sexta-feira (14) na passeata de abertura do 1º Congresso Estadual do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis/Base Rio de Janeiro (MNCR/RJ). Representantes do Movimento dos Catadores de vários estados se reuniram a partir das 9h para protestar pelo cumprimento das leis em prol dos catadores e maior visibilidade para a categoria.

Após a marcha, que partiu da Candelária, o Congresso contou com a apresentação da Orquestra de Violino Cartola Petrobrás, com um esquete do grupo de teatro Favela Força e com os dançarinos da Rodas da Inclusão.

Depois da programação cultural, o representante do MNCR/RJ e presidente da Associação dos Catadores de Jardim Gramacho, Sebastião dos Santos, fez uma breve introdução do que serão os três dias de evento. No painel estavam presentes João Marcos Assis da Silva, secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (representando o Ministro Patrus Ananias) e o representante da Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, Walter Plácido, além dos representantes do movimento de São Paulo, Tocantins, Espírito Santo e Santa Catarina.

Sebastião ressaltou a felicidade de realizar um evento com tantas pessoas de outras regiões do País e as dificuldades por causa da chuva e da distância. Segundo Tião, como é conhecido, a importância do congresso é estimular o pensamento de políticas públicas para inclusão dos catadores, principalmente para aqueles que trabalham nos lixões e aterros controlados e que correm o risco de perder o seu sustento. "Não trabalhamos na rua porque queremos e, sim, porque precisamos. 'A coleta seletiva sem o catador é lixo'".

Já João Marcos Assis da Silva, que representou o Ministro Patrus Ananias, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, ressaltou o compromisso com os catadores e o fortalecimento da categoria. "O maior legado que será deixado pelo governo Lula é a força dos movimentos sociais, que deu voz aos trabalhadores".

O 1º Congresso Estadual do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis está mobilizando catadores de 92 municípios do Estado e pretende reunir cerca de 900 participantes, por dia, no Centro Cultural de Ação e Cidadania até o dia 16 de novembro. Lá serão realizadas oficinas, painéis, debates, programações culturais e cases bem sucedidos nas áreas de reciclagem e inclusão social.

Leia a Declaração Final do Congresso

 

Fotos do 1º Congresso Estadual de Catadores do Rio de Janeiro

Em outubro de 2008

Catadores de materiais recicláveis reivindicam política pública para o setor

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Promover a mobilização dos catadores fluminenses e  iniciar as discussões sobre o fechamento e erradicação dos lixões são alguns objetivos do 1º Congresso Estadual do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, que termina amanhã (16).

Segundo informou hoje (15) à Agência Brasil o líder do movimento no estado, Sebastião Carlos dos Santos,  a idéia é disseminar a coleta seletiva não apenas como um projeto de inclusão social, mas como uma política pública de geração de trabalho e renda e de preservação ambiental. “As pessoas falam  muito de meio ambiente, mas  se esquecem que meio ambiente e coleta seletiva caminham juntos. E, principalmente, que existe um protagonista nessa história, que é o catador de materiais recicláveis”.

É preciso, frisou Sebastião dos Santos, que a coleta seletiva  seja encarada pelas autoridades municipais como uma política pública, a exemplo do que acontece com relação à saúde e à educação. “Até porque coleta seletiva sem catador não é coleta. É lixo. A gente quer também mostrar que essa categoria está trabalhando há vários anos de forma precária, sofrendo vários estigmas como ladrão, marginal, mendigo, catador de lixo”.

Santos destacou que a profissão de catador já começa atualmente a ser vista de maneira diferente, “até pela própria inclusão e pelas questões ambientais”. Ao final do congresso, será elaborado um documento que será encaminhado aos prefeitos eleitos e re-eleitos do estado do Rio, cujos catadores estão participando do evento. “Os municípios têm  que começar a pensar em um modo diferente de tratar o seu lixo. Porque lixo são coisas que não prestam. E a gente trabalha com materiais recicláveis”.

O congresso tem como tema central “Lixo e Cidadania: Um grande Desafio para o Mundo Globalizado”. Cerca de 250 catadores, representando 60 cooperativas fluminenses e de outros estados, participaram hoje do evento, que é promovido pelo MNCR em parceria com o Instituto Brasileiro de Inovações em Saúde Social (Ibiss).


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