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MNCR conquista decreto Estadual para coleta em órgãos públicos do Paraná

por mncr — última modificação 21/01/2009 15h42
Apesar da medida catadores ainda lutam contra a privatização em aterros
MNCR conquista decreto Estadual para coleta em órgãos públicos do Paraná

Marilza Aparecida e Valdomiro Ferreira, integrantes do MNCR, durante a assinatura do Decreto. Foto Julio Covello

Setor de comunicação MNCR

Os catadores de materiais recicláveis do Estado do Paraná têm mais um motivo para se orgulhar dos esforços para garantir melhoria de trabalho para todos os catadores e catadores. No ultimo dia 20 de Janeiro o MNCR no Paraná conquistou a assinatura de um Decreto que obriga todos os órgãos públicos Estaduais do Paraná a separar o material reciclável produzido e destinar para associações e cooperativas de catadores.

A iniciativa é inspirada no decreto Federal 5.940 e deve atingir além dos órgãos Estaduais, também autarquias, empresas públicas, fundações e sociedades de economia mista do Estado. “O trabalho dos catadores é de importância extraordinária para as cidades e para o mundo. Eles recolhem o material inservível que é reprocessado e volta para a indústria e se transforma em bens comercializáveis”, afirmou Roberto Requião, governador do Estado, que anunciou a criação do Comitê Estadual de Inclusão Social dos Catadores de Materiais Recicláveis.

assinatura_paraná“Cobramos do governador também a questão da moradia, pois muitos catadores ainda vivem em barracos dentro de ferros-velhos” comentou Marilza Aparecida, representante do MNCR que participou ativamente da articulação para implementação do Decreto. Segundo Marilza, as negociações estão acontecendo junto a Secretária de Habitação e na Secretaria de Industria e Comercio no sentido de buscar solução quanto aos preços dos materiais que estão em queda. “Tivemos a ajuda do Ministério Público Estadual da área de Meio Ambiente e do Ministério Público do Trabalho, além do Instituto IEP” completou.

A expectativa de membros do MNCR no Paraná é que essa articulação posso servir de exemplo para outros Estados. “A nossa oportunidade está chegando. Hoje conquistamos mais que esperávamos”, disse o catador Valdomiro Ferreira da Luz, membro da Catamar.

O novo decreto é o resultado de anos de luta dos catadores ligados ao MNCR e parceiros integrantes do Fórum Lixo e Cidadania do Paraná. A iniciativa deve garantir a o aumento na coleta nos órgãos e facilitar o avanço da coleta seletiva.

 

Mas há muito o que conquistar ainda...

paraná_showApesar da boa notícia, Marilza não pode comemorar ainda a nova medida, a luta dos catadores no Paraná se dá hoje contra a eminente privatização do lixo na cidade de Curitiba, o que atingirá diretamente os catadores, bem como cidades vizinhas.

A prefeitura de Curitiba estuda o fechamento do Aterro Sanitário da Caximba que hoje recebe materiais de 15 cidades da região metropolitana de Curitiba. Na avaliação do promotora Magareth Mattos, do Ministério Público do Trabalho, a mudança significa a privatização do serviço de gestão dos resíduos e vai beneficiar apenas as empresas. “Continuo criticando esse projeto. Os catadores de papel estão sendo induzidos a acreditar que esse novo sistema para coleta e tratamento do lixo, que não difere em nada do que é feito hoje, vai ajudá-los. Só que com esse modelo que querem implantar, há um acordo de que 30% de todo o material que chegar ao novo aterro deverá ser reciclável. Isso vai prejudicar diretamente essas pessoas que dependem do lixo reutilizável”, explica.

Marilza explica que a empresa que administrar o novo aterro poderá comercializar os materiais recicláveis que chegarem no aterro competindo diretamente com as cooperativas e associações de catadores. Denuncia ainda que muita coisa precisa ser feita nos novos galpões inaugurados em Curitiba. “Ainda faltam muitos equipamento, em muitas organizações falta até EPI´s (equipamentos de proteção individual), a demanda (de catadores) é muito grande e ainda não foi contemplada” declarou. Na opinião da Marilza a prefeitura era ao abrir espaço para a privatização deixando de lado a questão social. “A prefeitura deve investir na mídia, em campanhas educativas, sensibilizando os grandes geradores para que o material chegue às cooperativas, deve focar sempre o trabalho que os catadores realizam” completa.

 

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