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Catadores pedem mais diálogo com prefeitura

por mncr — última modificação 23/07/2009 17h18
Integrantes do MNCR reprovaram o atual modelo de gestão pública

Durante o seminário intitulado “Diálogo Sobre Negócios Inclusivos: Desafios para os Atores Econômicos”, realizado na Fundação Getúlio Vargas na tarde da última sexta-feira (5), catadores de cooperativas ligadas ao Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) criticaram a atual política da Prefeitura Municipal de São Paulo com relação aos assuntos ligados à reciclagem e coleta seletiva do lixo.

 

Para eles, o atual modelo de gestão da prefeitura no trato com os resíduos sólidos deixa a desejar, uma vez que não oferece ampla abertura de diálogo com os catadores organizados em cooperativas que defendem a autogestão e não promove políticas públicas voltadas à inclusão desses catadores no processo de reciclagem do lixo urbano.

 

Ao usar a palavra, o catador Roberto Laureano da Rocha, membro da Comissão Nacional do MNCR, denunciou a limpeza social que a prefeitura promove nas ruas do centro da cidade ao expulsar os catadores e moradores de rua sob o pretexto de revitalização urbana.

 

Ainda afirmou que a prefeitura privilegia algumas centrais de cooperativas e não dá atenção aos movimentos organizados de catadores em São Paulo, como o MNCR. O catador também falou da importância da Coleta Seletiva Solidária (CSS) e pregou a necessidade de as cooperativas serem contratadas pelas prefeituras, medida prevista na Lei Nacional de Saneamento.

 

Ele pediu um diálogo verdadeiro e mais amplo com o poder público, para tratar de todas essas questões, uma vez que, até hoje, os catadores passam pela segunda gestão municipal e não houve nenhum avanço nesse sentido. “Queremos dialogar com a prefeitura e com todos os interessados em dialogar”, ressaltou.

 

“Nós temos uma imensa relação de parcerias que podem contribuir muito com isso. Então eu acho que é importante esse diálogo. Mas, que seja um diálogo de verdade, pois nunca houve diálogo de verdade. O Movimento está aí para construir uma história de organização desses trabalhadores”, finalizou.


sme-fgv


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