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Queremos ser pagos pelos serviços prestados!

por mncr — última modificação 20/03/2009 12h22
MNCR se mobiliza para cobrar das Prefeituras o direito dos catadores

Com diz o ditado, a corda sempre arrebenta no lado mais fraco. Foi o que observaram os catadores e catadoras de todo o Brasil com a chegar de uma crise financeira internacional que causou uma grande queda nos preços dos materiais recicláveis. Em todo o Brasil os preços caíram cerca de 62%, mas principalmente os papeis (papel branco, papelão) tiveram as maiores baixas e tem provocado incertezas com relação ao futuro de muitas organizações. Muitas cooperativas estão a beira da falência.

“A situação está crítica, e todos os estados passam por problemas, principalmente os do Nordeste, que estão com maior quantidade de material parado. Nossa renda caiu vertiginosamente e até as cooperativas estão com dificuldades para pagar o custo operacional, após uma queda de 25% em suas receitas”, afirmou coordenador nacional do MNCR em São Paulo, Roberto Laureano.   

É nesse momento que crise que o MNCR aprofunda a reflexão sobre a sustentabilidade das organizações. Matilde Ramos, representante do MNCR no Estado de São Paulo, observou em sua região muitas organizações tem visto catadores deixaram a organização. “Aqui o papel está custando 5 centavos, antes vendíamos a 27 centavos. O PET caiu de R$ 1,20 para R$ 0,35” relata. “Todas as organizações estão com problemas, a única que está melhor é a Coocassis (Assis), pois recebe do município pelos serviços prestados” explica.

 Bandeira histórica de luta do MNCR, a cobranças pelos serviços que os catadores realizam aos municípios tem se mostrado uma necessidade tática em momentos de crise como a que estamos vivendo.

“Estamos exigindo providências, mas não queremos essa coisa de cestas básicas não. Vamos convocar os Prefeitos para cobras a contratação das organizações de catadores e o pagamento pelos serviços prestados” explica Gilberto Warley , representante do MNCR em Minas Gerais que relata que os Comitês em todo o Estado tem se mobilizado para uma Ato com milhares de catadores cobrando o pagamento pelos serviços de coleta.

A campanha pelo reconhecimento do trabalho de limpeza pública e proteção do meio ambiente desenvolvido pelas cooperativas e associações deve ser desenvolvida em todo o Brasil durante o ano.

Graças a articulações do MNCR, uma alteração na lei 11.445, que trata do Plano Nacional de Saneamento, possibilita a contratação de cooperativas e associações de catadores pelas Prefeituras sem a necessidade de licitação. “Prefeituras, estados e governo federal precisam aproveitar essa lei e contratar mais o serviço de cooperativas e associações, se desejam evitar uma crise ainda maior de desemprego”, completou o coordenador do MNCR em São Paulo, Roberto Laureano.

Contudo, o MNCR defende outras ações que a serem implementadas para estabilizar o mercado de reciclagem no país. Luiz Henrique da Silva, coordenador Nacional no Estado de Minas Gerais defende que “Do mesmo jeito que as empresas recebem incentivos fiscais e econômicos dos governos federal estadual e municipal, nós também queremos ajuda. Até porque são as cooperativas as verdadeiras geradoras de emprego. Estimamos que haja cerca de 800 mil catadores de material reciclável no país. A absoluta maioria não tem estabilidade e é responsável por 90% do processo de reciclagem. No entanto, pelos cálculos do movimento, recebemos apenas 10% do lucro resultante desse tipo de comércio”, explica Luiz Henrique.


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