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O mundo precisa se reciclar, começando pelos seres humanos!

por Alex Cardoso — publicado 28/05/2014 15h50, última modificação 28/05/2014 15h48

Enquanto seres racionais, somos responsáveis pela defesa e preservação da natureza e minimamente temos que pensar em como frear a máquina de destruição do nosso planeta e ecossistemas, ligada na velocidade máxima pelos capitalistas e mantidas por nossas vontades.

Temos que partir do pensar simplesmente, que vivemos em um planeta finito e que quando em seu final, não teremos mais outro para destruir ou para cuidar. O ato de pensar é de todos, inclusive dos algozes que atacam violentamente a vida natural, colocando o lucro acima de tudo. Isso faz com que milhões de mulheres e homens, militantes e lutadores das causas justas, sejam elas sociais ou ambientais, se juntem em busca de ações e soluções para combater toda esta violência. Somos chamados de movimentos sociais, em maioria, sem partidos ou patrões, sem interesses econômicos, mas sim, interesses e muita energia em lutar pela vida, lutar pelo outro e acima de tudo lutar por aqueles e aquelas que ainda nem chegaram a habitar a terra, nossas crianças que estão por vir.

Cada dia mais, somos bombardeados e enquanto “consumidores” aceitamos esta condição, por milhares de propagandas e novos produtos que farão a nossa vida mais feliz, mais realizadas. Se não temos determinados produtos, somos ou seremos considerados seres não sociais, portanto, não aceitos pela sociedade.

Junto a isso, se constroem a cada dia, milhares de produtos com diferentes componentes e químicas, os eletrônicos, com cada vez mais tecnologia e com propostas reais de diminuir o “sofrimento” humano em desenvolver determinadas tarefas ou simplesmente por diversão e prazer. Estes produtos, cada vez e mais rápidos, são construídos com o fim de durar cada vez menos, e necessariamente, temos que, ao invés de concertar, repor outro em seu lugar.

Mas, quando de alguma forma, concordando ou não com o que está posto pela sociedade compramos ou adquirimos novos produtos, herdamos junto suas embalagens, que cada vez mais, tem produtos químicos para dar cor, cheiro e sabor, com cada vez mais “enfeites” com luzes e sons com as mais inimagináveis composições, tudo isso para que possamos aderir ao ato de comprar.

Isso tudo em detrimento de poucos, que mantêm uma grande guerra tecnológica, onde quanto mais consumidores compram, mais aumentam seus lucros e consequentemente mais rapidamente, destroem e aniquilam o planeta e a vida, que constantemente e logo, com certeza estará em grande ameaça.

Sabemos que precisamos evoluir, e as tecnologias são de reais facilidades para melhorar a vida do ser humano, mas o que fazer com as embalagens e produtos cada vez mais supérfluos e obsoletos?

O consumismo tem sido pelos últimos anos, a base das injustiças sociais, a principal arma de destruição do planeta, dividindo os seres humanos em camadas sociais, tornando-os uns diferentes dos outros, através de tudo que alguns podem ou não podem, com seu dinheiro comprar e adquirir.

O processo natural tem sido, fazer o descarte em frente a sua casa e deixar de se preocupar pra onde vão estas embalagens, chamadas pela sociedade de lixo. Lixo não é somente estas embalagens, mas sim, tudo aquilo que não tem serventia para o consumidor.

Os governos locais, que tem dinheiro através de impostos dos consumidores contratam empresas para limpar as cidades, com valores exorbitantes, pois se baseiam em formas de contratos em que apenas algumas empresas tem a capacidade de coletar todo este lixo.

O lixo, até então bem de consumo, passa a ser um grande problema para a sociedade e seus governos, que por questão de recursos, acaba depositando estes grandes volumes, que aumentam diariamente sem nenhum tratamento, reaproveitamento ou reciclagem, se tornando um dos maiores consumidores dos recursos municipais da atualidade.

Nos anos 60, na América Latina, pessoas começam a trabalhar na recuperação e reciclagem destes materiais e compostos, que servem pra geração de renda e de ocupação a milhares de pessoas. Com o passar dos anos, as quantidades de resíduos e de catadores de materiais recicláveis tem aumentado, assim como tem aumentado o ritmo de consumo e de tecnologia de produção de embalagens, o mesmo não tem acontecido as tecnologias de reciclagem.

A reciclagem hoje, é baseada nos serviços de coleta, triagem e encaminhamento a reciclagem de forma manual, por mais de três milhões de catadores de materiais recicláveis na América Latina, tendo no Brasil, um terço deste montante de trabalhadores.

O que outrora parecia impossível, hoje tornamos realidade, com organização de milhões, que pensam e acima de tudo reagem frente aos grandes desafios da humanidade. Derrotar o capital e assim evitar o fim da vida, o fim do planeta através da reciclagem popular, feita e realizada por milhares de pessoas.

Os capitalistas e os governos, principalmente os governos antissociais, tem se concentrado em reviver uma tecnologia atrasada em outros continentes, com a mentira de que com esta tecnologia, se gerará energia.

No Brasil, a partir do ano de 2010, o País define em ter uma Política Nacional de Resíduos Sólidos, que não organiza este setor de produção de embalagens, mas dá diretrizes em todos os produtos descartados, chamados aqui de resíduos sólidos, responsabilizando os responsáveis pela produção e reconhecendo e valorizando os que tratam de reciclar e recuperar estes resíduos.

Seria impossível uma pessoa sã, a 15 anos atrás, pensar que os catadores de materiais recicláveis, pudessem se organizar, mas desde o ano de 2001 vem se organizando em movimentos nacionais da categoria, sendo que em 2008 se formam uma rede Latino Americana de Catadores e após a formação da Aliança Global dos Catadores de Materiais Recicláveis.

Frente a isso, os empresários, verdadeiros gafanhotos, devoradores do planeta, tem criado formas de lucrar com os resíduos, fazendo com que os materiais que poderiam ser reciclados, pelas mão de muitas pessoas, possam gerar mais lucros, utilizando tecnologias que já estão sendo banidas em seus locais onde foram criadas, neste caso, a recuperação energética, a incineração, que foi criada na Europa.

Uruguai

O nosso País Hermano, é o País um dos Países mais pobres da nossa resistente América Latina, tem o presidente mais pobre e mais comprometido em combater as desigualdades sociais do seu povo, o presidente Mujica.

Neste ano porém, depois de diversas tentativas, o governo segue a pressão das empresas multinacionais, as quais estão perdendo seus espaços de destruição dos materiais recicláveis e que de qualquer maneira querem se instalar aqui na América latina.

No final do mês que se passou, o governo Uruguaio, lançou o edital público para empresas interessadas em incinerar o 70% do lixo Uruguaio, contando com um valor acima de 500 milhões de dólares de seu povo, com a mera desculpa de “gerar energia”.

Os catadores de materiais recicláveis do Uruguai, organizados através de seu Sindicato Nacional a Ucrus (Union de Classificadores do Uruguay) segue organizando a resistência e formou juntamente a outras organizações o CPC(Coordenação Pró Catador) e vem em primeiro momento, informando a população uruguaia sobre os males e as mentiras que pairam em torno desta tecnologia.

Lixo transformado em energia”: MITOS versus FATOS

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