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MNCR participa do Levante do Povo Brasileiro Contra Multinacionais

por mncr — última modificação 17/06/2008 16h02
Ato em supermercado do grupo Wall-Mart denunciou alta de preços dos alimentos
MNCR participa do Levante do Povo Brasileiro Contra Multinacionais

Trabalhadores são reprimidos pela Brigada Militar

Video denuncia repressão

Nós do MNCR, juntamente com os Movimentos Sociais do campo e da cidade, Sindicatos e estudantes, realizamos o ato contra as multinacionais e fomos duramente reprimidos pela policia militar.

Organizados em marcha, durante a caminhada, ocupamos o pátio do Supermercado Nacional, em Porto Alegre, pertencente ao grupo multinacional Wall-Mart, para realizar um protesto contra o aumento abusivo dos preços dos alimentos. Pretendíamos fazer um ato simbólico, mas fomos duramente reprimidos pela Policia Militar chamadas por nós gaúchos de Brigada Militar.

A Brigada Militar, com seu batalhão especial e outros destacamentos nem conversaram, falaram algumas palavras e começaram a nos agredir violentamente, com cassetetes, barras de ferro, balas de borracha, bombas de efeito moral, gás de pimenta, além de alguns militares estarem com as armas de fogo em punho. Passou o número de 10 companheiros com ferimentos graves, que tiveram que ser atendidos com urgência no Hospital de Pronto Socorro (HPS), além de muitos companheiros com ferimentos mais leves, porém com muitos hematomas e muito sangue.

Durante o tratamento no HPS, policiais ameaçavam nossos companheiros de darem “voz de prisão” o que aumentou ainda mais o desespero de todos os companheiros que estavam em luta.

Com nós, estavam varias crianças e pessoas de mais idade, pois nossa intenção era de fazer um protesto pacífico e jamais iríamos imaginar que acabaria se tornando num banho de sangue.

Ao total de 10 companheiros foram presos, alguns foram violentados de diversas formas durantes a prisão.

Depois destes ocorridos seguimos para um local para nos alimentar, nos acalmar e cuidar de nossos feridos que não foram ao HPS. Durante a continuação da marcha, fomos acompanhados de perto por mais de 100 militares da tropa de choque e batalhão especial.

Para podermos cuidar de muitos companheiros feridos, fomos direto o Parque Harmonia (recanto tradicionalista e de concentração de movimentos sociais quando em luta), ficamos em frente do parque, e enquanto alguns companheiros da coordenação estavam avaliando e conversando sobre o que fazer diante de todo o ocorrido, teve a chegada de mais de 200 policiais, contabilizando ao todo em torno de 300.

Em determinado momento, a Brigada Militar avançou novamente para cima de todos nós, e desta vez com mais violência ainda, tanto que teve até um bebezinho de um mês de idade que teve principio de convulsão. Uma mãe que carregava seu pequeno filho nos braços caiu, na hora de correr e a Brigada não perdoou, bateu com o cassetete também... Muitas companheiras, ficaram com as marcas das balas de borracha nas costas e nas pernas e uma na cabeça. Desta vez os companheiros que ficaram feridos com mais violência foram mais de 20, e tantos outros com escoriações. 

Com isso fomos impedidos de ir se manifestar em frente ao Palácio Piratini, contra a Governadora Yeda, pela reforma agrária, redução da energia elétrica e da jornada de trabalho, educação pública e popular, além de tantos outros.

Seguiremos lutando, com solidariedade de classe e protagonismo dos trabalhadores!!!

Na luta nascemos, na luta crescemos e na luta venceremos!!!


MNCR


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