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Cooperativa de catadores critica política de incineração de resíduos

por Juliana Demarco / Câmara Porto Alegre — publicado 27/03/2015 12h35, última modificação 27/03/2015 12h42
Cooperativa de catadores critica política de incineração de resíduos

Débora pediu mais respeito ao trabalho dos recicladores. Foto: Ederson Nunes

A Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis do Loteamento Cavalhada (Ascat) ocupou, na sessão ordinária da Câmara Municipal desta quinta-feira (26/3), o espaço destinado à Tribuna Popular. Na oportunidade, foi debatido o projeto de lei que dispõe sobre a incineração de resíduos sólidos no município de Porto Alegre.

"Não existe lixo no mundo e sim resíduos que estão fora da sua cadeia produtiva". Foi assim que a representante da cooperativa e também recicladora, Débora Oliveira, iniciou sua fala. Ela destacou que, se os homens públicos do Brasil entendessem esta simples frase, todos os recicladores seriam mais respeitados e teriam o seu trabalho valorizado. Débora afirmou que não foi por acaso que os implementadores do Plano Nacional de Resíduos Sólidos não excluíram a possibilidade de incineração, "por causa dos interesses financeiros que falaram mais alto do que a vida de muitos". Ela ressaltou que já existe um movimento da sociedade civil organizado, chamado Movimento Nacional dos Catadores de Resíduos Sólidos, o qual lutará pela fundamentação do exercício da reciclagem.

Débora destacou que estudos comprovam que a tecnologia da incineração é totalmente incompatível com a tecnologia da reciclagem, por causa da sua manutenção e riscos."Uma vez em funcionamento, os incineradores não mais poderiam ser desligados, tendo de assegurar uma quantidade significativa de material para manter a produção de energia", disse. Além disso, conforme a representante, está comprovado que a incineração representa um grave problema para a saúde pública, por causa dos resíduos produzidos, necessitando, inclusive, de aterros especiais para as cinzas, além de equipamentos que controlem o nível de poluição, para a preservação do meio ambiente.

Débora elencou a ordem de ação na qual os gestores públicos devem respeitar, antes de se optar pela incineração. "Não geração; redução; reutilização; reciclagem; tratamento de resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos" afirmou Débora, que ressaltou ainda que se cada município garantisse prioridade às fases que antecedem a incineração, sobraria pouco material para este fim. "É importante destacar que a política Nacional de Resíduos Sólidos exige do gestor público especial atenção aos catadores de materiais recicláveis e estamos na busca por este reconhecimento", concluiu.

Texto: Juliana Demarco (estagiária de Jornalismo)
Edição: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)

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