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Considerações sobre a matéria da Agência Brasil 06/08/2011

por Setor de Comunicação última modificação 11/08/2011 11:22
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“Incineradores de lixo podem ser instalados em dez municípios paulistas”

- Apesar de usar o levantamento do MNCR, a matéria não ouviu nenhum representante do MNCR e seus argumentos contra os incineradores.

- A implantação de incineradores sem o funcionamento de programas eficientes de coleta seletiva contraria a Política Nacional de Resíduos Sólidos (lei 12.305/2010) que estabelece a ordem de prioridades “Redução, não geração, reciclagem, tratamento dos resíduos” para em ultimo caso utilizar técnicas de reaproveitamento energético.

- Dos municípios citados, nenhum possui sistema de coleta seletiva com inclusão dos catadores com coleta significativa dos resíduos recicláveis.

- A matéria se torna tendenciosa ao ignorar os argumentos técnicos dos especialistas tomando posição em defesa da prefeitura de São José dos Campos diz que o lixo gerará energia sem explicar como os resíduos úmidos terão combustão suficiente para gerar energia sem a presença dos recicláveis.

- A emissão de poluentes por meio da queima do lixo é ignorada na matéria, assim como o fato de o Brasil inteiro ter apenas um laboratório capaz de fiscalizar a emissão de poluentes persistentes e que esse controle é também caríssimo e a conta será paga pela população.

Agradecemos o interesse em abordar o assunto importante para a sociedade como um todo e solicitamos maior cuidados ao abordar esse assunto tão polemico.

É tudo

Setor de comunicação
Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis - MNCR



Agência Brasil

<span style="font-size:24.0pt; font-family:"Times New Roman","serif";mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; mso-font-kerning:18.0pt;mso-fareast-language:PT-BR">Incineradores de lixo podem ser instalados em dez municípios paulistas</span></strong></p> <p style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal" class="MsoNormal"><span style="font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";mso-fareast-language:PT-BR">06/08/2011 - 16h14 <a href="http://is.gd/VRyXj6"><span style="color:blue">http://is.gd/VRyXj6</span></a> </span></p> <p style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:normal" class="MsoNormal"><span style="font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";mso-fareast-language:PT-BR">Daniel Mello<br /> <em>Repórter da Agência Brasil</em></span></p> <p style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:normal" class="MsoNormal"><span style="font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";mso-fareast-language:PT-BR">São Paulo &ndash; A incineração de lixo pode ser implementada em dez municípios paulistas. Segundo levantamento do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, essas cidades estudam a viabilidade ou já estão em fase de consultas públicas e preparando editais para a instalação de equipamentos para eliminar os resíduos por meio da queima.</span></p> <p style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:normal" class="MsoNormal"><span style="font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";mso-fareast-language:PT-BR">O crescente número de municípios que buscam os incineradores como destino final do lixo é preocupante, na avaliação da coordenadora de resíduos do Instituto Polis, Elizabeth Grimberg. Segundo ela, existe a possibilidade de serem queimados alguns materiais que poderiam ser reaproveitados com o processo de reciclagem. &ldquo;Porque o orgânico não vai queimar sem o teor de combustão que vem dos materiais secos&rdquo;, explicou.</span></p> <p style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:normal" class="MsoNormal"><span style="font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";mso-fareast-language:PT-BR">Para o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério de Meio Ambiente, Nabil Bonduki, a questão deve ser abordada com cautela. Ele disse que a destruição de resíduos tem diversas implicações, desde o impacto ambiental da queima até a eliminação de recursos não renováveis. &ldquo;Nós temos como expectativa que o material que possa ser reciclado, seja reciclado, evitando que recursos não renováveis sejam retirados da natureza&rdquo;.</span></p> <p style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:normal" class="MsoNormal"><span style="font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";mso-fareast-language:PT-BR">Além disso, Nabil aponta que, para justificar o alto custo dos fornos, é necessário queimar grandes quantidades de lixo, o que não teria sentido com a implementação de um amplo programa de reciclagem. &quot;Para um incinerador se viabilizar economicamente é preciso ter uma grande quantidade de resíduos. Isso contraria a Política [Nacional de Resíduos Sólidos], porque a política vai no sentido de reduzir ao máximo o resíduo.&quot;</span></p> <p style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:normal" class="MsoNormal"><span style="font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";mso-fareast-language:PT-BR">Ele pondera, entretanto, que essa legislação sobre o tratamento do lixo urbano e industrial, aprovada em agosto do ano passado, não exclui a incineração como forma de tratar os resíduos que não podem ser aproveitados. &ldquo;Mas ela estabelece que só deve ter uma destinação final aquilo que não puder ser reciclado ou reaproveitado. Ou seja, aquilo que é o chamado rejeito, que sobra de todo o processo de reciclagem e compostagem.&quot;</span></p> <p style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:normal" class="MsoNormal"><span style="font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";mso-fareast-language:PT-BR">Elizabeth reclama que, em alguns casos, as prefeituras parecem ter mais interesse na instalação dos equipamentos para a queima do lixo do que nas iniciativas de reciclagem. &ldquo;Para a questão da incineração, [vem logo]o processo de licitação, tudo anda muito rápido.&quot;</span></p> <p style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:normal" class="MsoNormal"><span style="font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";mso-fareast-language:PT-BR">Porém, o diretor executivo da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), Carlos da Silva Filho, discorda que haja oposição entre a incineração e a reciclagem. &ldquo;O processo não anula a reciclagem. Muito pelo contrário, ele justamente incrementa os índices de reciclagem, quando há essa opção&rdquo;, ressaltou.</span></p> <p style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:normal" class="MsoNormal"><span style="font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";mso-fareast-language:PT-BR">A geração de energia a partir do lixo é, na opinião de Silva, uma &ldquo;opção viável &nbsp;para o tratamento e destinação de resíduos no país&rdquo;. Citando estudos feitos nos Estados Unidos e na Alemanha, ele afirma que nos locais onde o procedimento é realizado houve um aumento dos percentuais de materiais reaproveitados.</span></p> <p style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:normal" class="MsoNormal"><span style="font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";mso-fareast-language:PT-BR">São José dos Campos, uma das cidades apontadas pelo levantamento do movimento de catadores, aposta justamente nessa ideia. De acordo com a prefeitura, o projeto da usina que será construída na cidade prevê a separação dos materiais recicláveis (vidros, plásticos e metais), a biodigestão dos resíduos orgânicos (com a produção de gás e adubo) e a queima do restante.</span></p> <p style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:normal" class="MsoNormal"><span style="font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";mso-fareast-language:PT-BR">Segundo a administração municipal, o processo irá reduzir em 30% as 200 mil toneladas anuais de lixo produzidas pelos 627 mil habitantes da cidade. Além disso, a usina vai gerar aproximadamante 12 megawatts de energia, o suficiente para abastecer 30 mil residências, 20%da demanda da cidade.</span></p> <p style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:normal" class="MsoNormal"><span style="font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";mso-fareast-language:PT-BR">A prefeitura garante ainda que a proposta, disponibilizada para consulta pública, &ldquo;está alinhada com rigorosos padrões internacionais de controle de emissões&rdquo;. Carlos Silva, da Abrelpe, alerta que a redução dos níveis de poluição emitidos pela queima são a parte mais cara desse tipo de projeto. No entanto, ele ressalta que esse cuidado é imprescindível para a sustentabilidade da usina. &ldquo;É preciso que esses projetos tenham realmente um critério de licenciamento ambiental que garanta o cumprimento desses padrões de emissão.&quot;</span></p> <p style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:normal" class="MsoNormal"><span style="font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";mso-fareast-language:PT-BR">Segundo levantamento do movimento de catadores, as cidades de São Bernardo do Campo, Lorena, Barueri, Ferraz de Vasconcelos, Assis, São Sebastião, Taubaté e Canas também estão em um estágio avançado de discussões sobre o uso de incineradores.</span></p> <p style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; line-height:normal" class="MsoNormal"><em><span style="font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";mso-fareast-language:PT-BR">Edição: Andréa Quintiere</span></em></p> <p><span style="font-size:11.0pt;line-height:115%;font-family:"Calibri","sans-serif"; mso-fareast-font-family:Calibri;mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"> </span></p>

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