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Artefato Explosivo mata mais dois catadores

por mncr — última modificação 17/11/2009 12h04
A precarização e vulnerabilidade dos catadores nos lixões
 
Secretaria da Rede Latinoamericana de Recicladores

 

Secretaria latina denuncia descaso das autoridades em solucionar a situação de catadores que ainda estão em total precarização e vulnerabilidade trabalhando em cima de lixões sendo resposta das autoridades descaso e/ou culpando esses trabalhadores por viverem nesta situação. A pouca mais de dois meses atrás uma noticia chegada da Colombia chocou os catadores latino americano. Um explosivo matou dois catadores em CALI, agora foi a vez do mesmo incidente ocorrer em território Brasileiro, no “Aterro Sanitário de Bangu” no Rio de Janeiro. Estas tragédias estão virando banalidade e descaso das autoridades e rotina na luta pela sobrevivência por parte dos catadores.

A falta de políticas públicas voltadas a incluir um sistema de manejo e destino final dos resíduos gerado em nossa sociedade sempre volta a toma quando de alguma tragédia como a que ocorreu nestas duas cidades distantes uma da outra centenas de quilômetros, mas com tanta semelhança que parece que tratamos da mesma notícia. Alertamos a todos que neste momento de tristeza e dor temos que ter clareza de nossa vontade de mudar esta realidade, pois como é cômodo para as partes interessadas (Autoridades Públicas e Empreiteiras) nesta hora jogar todas as cartas contra quem já esta numa situação de vulnerabilidade, sabemos que muitos dos que ainda trabalham em lixões/aterros, trabalham de maneira individualizada, isso abre espaço para o lado oposto do jogo, excluir um pouco mais os trabalhadores que mesmo informalmente ajudam a reduzir danos ambientais gerados por todos, demonstrar solidariedade com estas famílias e mostrar a sociedade o que de fato estes quatro catadores realizavam em beneficio social. Sabemos que não foram os primeiros a cair lutando para sobreviver.

Podemos inumerar uma série de outros casos, da companheira que foi morta por um atravessador por exigir que pesasse e não mais pagasse a “olho” seu material (DF-Brasil). Outra que foi assassinada por escolher lutar com os mal tratos domésticos(RS-Brasil), de quatro que estavam catando e foram enterrados vivos devido ao descaso ao usar maquinas inadequadas(Manágua-Nicarágua) e assim uma lista incontável que ocorre a mais de 50 anos, sim jornais mostram que a mais de 50 anos nós sofremos os mesmos maus tratos e sempre somos quem pagam esta conta social.

Por em alerta e reflexão todos catadores que lutam por uma vida mais digna, é dizer, companheiros continuar trilhando novas conquistas para este setor em qualquer canto desta latino America, valorizando o trabalho digno, estruturado, exigindo repasse de subsidio para o custeio do serviço, lutando pela continuidade de nossa gente nas ruas prestando um serviço de limpeza, destinando corretamente o resíduo gerado por todos e mal visto pela maioria, isso queremos deixar a todos, mesmo não sendo fácil, continuar sem retroceder. Só a organização e a luta muda a vida.


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