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“Catando dignidade no lixão de Uruguaiana (RS)”

por Fundação Luteranos de Diaconia — publicado 13/06/2013 17h16, última modificação 13/06/2013 17h16
I Fórum de Questões Sociais traz o tema da catação no lixão de Uruguaiana
 “Catando dignidade no lixão de Uruguaiana (RS)”

Foto: FLD/Aliança ACT/Paulino Menezes/Lixão de Uruguaiana

Com o objetivo de dialogar sobre a situação de catadoras e catadores que vivem da catação no lixão em Uruguaiana (RS) será realizado amanhã, dia 6, em Uruguaiana, o I Fórum Permanente de Questões Sociais, com o tema “Catando dignidade no lixão de Uruguaiana”. A proposta é visualizar soluções para a coleta seletiva e solidária e promoção da dignidade do trabalho das e dos catadores, a partir da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

O evento é aberto e será realizado no Salão Paroquial da Catedral de Santana, em frente à Praça Barão do Rio Branco, na rua Santana, no centro. Entre as/os palestrantes estão representantes da Universidade Federal do Pampa, da Fundação Luterana de Diaconia e da Universidade de Santa Cruz do Sul.

A coordenadora da Coleta Seletiva Solidária de Santa Cruz do Sul (RS), Erilda Leodete da Silva, e a coordenadora da Cooperativa de Catadores e Recicladores de Santa Cruz do Sul (COOMCAT), Graziela Soares de Melo, vão falar sobre a parceria entre a prefeitura e as/os catadores – uma experiência de sucesso e que tem feito a diferença para as/os catadores e para a comunidade do município.

O vídeo “O dizível e o indizível” e o relato da catadora Maria Tugira da Silva Cardoso, liderança do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e integrante da Associação dos Catadores de Lixo Amigos da Natureza (Aclan) vão mostrar as condições desumanas existentes no lixão de Uruguaiana.

Tugira mora na cidade de Uruguaiana e trabalha como catadora no lixão há quase 30 anos. Junto com ela, integrantes das 75 famílias da associação e cerca de 200 pessoas “itinerantes”, que catam por falta de emprego, buscam ali o seu sustento. Seu depoimento é impactante:

“Nós precisamos de trabalho. As pessoas têm família, tem conta de água, conta de luz para pagar, e aparecem ali para conseguir algum dinheiro. O trabalho, mesmo no lixão, é digno. O que é desumano e indigno são as condições nas quais trabalhamos. A gente tem um barraco para viver ali, pois não podemos deixar o material sozinho – hoje em dia, com o problema das drogas, muita coisa nossa já foi roubada. Ficamos uma semana inteira, às vezes até 15 dias, catando material. Depois que conseguimos vender, vamos para casa e ficamos por dois ou três dias. Minha casa fica a seis quilômetros. A maioria mora mais longe. A gente vai e volta de carroça, e pra também não ficar judiando o cavalo, fica mais tempo no lixão e de vez em quando vai pra casa.

O lixão em Uruguaiana já trocou duas vezes de local. O atual não tem mais vida útil e o nosso destino não sabemos ao certo, quando fecharem aqui. A prefeitura também está pensando na industrialização do lixo, o que vai nos deixar numa situação de não ter mais trabalho. Precisamos de uma solução. O que queremos é promover a vida, que é a coisa mais importante, de ser respeitado e respeitada, ter conhecimento dos nossos direitos. Precisamos conquistar mais dignidade, para os catadores e catadoras e para muita outra gente.”

I Fórum Permanente de Questões Sociais, com o tema Catando Dignidade no Lixão de Uruguaiana

Dia 6 de junho de 2013, no Salão Paroquial da Catedral de Santana, em frente à Praça Barão do Rio Branco, na rua Santana, centro de Uruguaiana. O evento é aberto para todas pessoas interessadas.

Programação

  • 8h00min- Recepção
  • 8h30min- Abertura – Felipa Bossanti/ Comissão organizadora do evento e representante da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)
  • 9h45min- Do passado ao presente: do anonimato a grupos organizados na defesa de direitos - Cristiano Benites Oliveira/ Fundação Luterana de Diaconia (FLD)
  • 10h15min- Vídeo “O dizível e o indizível”
  • 10h30min- Relato da realidade vivida no lixão – Maria Tugira Cardoso/ Associação de Catadores de Lixo Amigos da Natureza (ACLAN)
  • 10h45min- Coleta Seletiva e Solidária - Erilda Leodete da Silva/ Coordenadora da Coleta Seletiva Solidária de Santa Cruz do Sul, RS.
  • 11h00min- Articulações municipais: a experiência do Fórum de Ação pela Coleta Seletiva Solidária de Santa Cruz do Sul - Elisa Cristina Stocker/ Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)
  • 11h15min- Articulações regionais: a experiência da Rede CATAPAMPA - Graziela Soares de Melo – Coordenadora da Cooperativa de Catadores e Recicladores de Santa Cruz do Sul (COOMCAT)
  • 11h30- Debate
  • 12h - Intervalo para almoço

À tarde:

  • 13h30min- Breve síntese do conteúdo da manhã
  • 14h00min- Trabalho em grupos: Grupo 1 – Criação de um Fórum Permanente de Coleta Seletiva e Solidária em Uruguaiana ou região; Grupo 2 – Implantação da coleta seletiva e solidária em Uruguaiana; Grupo 3 – Processo de transição para o fechamento do lixão e a inclusão de catadoras/es; Grupo 4 – Alternativas sustentáveis de destinação de resíduos.
  • 15h00min – Plenária: apresentação dos grupos de trabalho e debate
  • 16h00min - Encaminhamentos

Foto: FLD/Aliança ACT/Paulino Menezes/Lixão de Uruguaiana

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